Viajar para Guiana em 2026: Guia para Brasileiros

Viajar para Guiana é uma das experiências mais surpreendentes — e ainda subestimadas — que um brasileiro pode ter. Localizada no norte da América do Sul, a Guiana é o único país do continente com o inglês como idioma oficial, o que a torna um destino completamente diferente de tudo que você já viu por aqui. Com cataratas que rivalizam com as maiores do mundo, florestas tropicais praticamente intocadas e uma capital com arquitetura colonial caribenha, a Guiana guarda segredos que a maioria dos viajantes ainda não descobriu.


Se você está pensando em visitar a Guiana em 2026, este guia foi feito para te preparar do zero: documentação, custos reais, como chegar, o que fazer e os erros mais comuns que turistas cometem ao chegar nesse destino incomum. A boa notícia é que, justamente por ser pouco visitada, a Guiana ainda oferece uma autenticidade rara — paisagens sem multidão, comunidades indígenas receptivas e uma biodiversidade que deixa qualquer naturalista de queixo caído.


A Guiana passou por uma transformação econômica acelerada nos últimos anos após a descoberta de petróleo offshore em 2015, e o reflexo disso já se sente em Georgetown, a capital: novos hotéis, restaurantes melhorados e uma infraestrutura em franca expansão. Mas calma — o país ainda preserva um lado selvagem que é exatamente o seu maior charme.


Catedral de Georgetown, Guiana — uma das maiores catedrais de madeira do mundo, símbolo da capital
A Catedral de St. George, em Georgetown, é um dos edifícios de madeira mais altos do mundo — e um cartão-postal da capital guianense.


O que você vai aprender neste guia


  • Documentação necessária para brasileiros viajarem à Guiana
  • Como chegar à Guiana saindo do Brasil
  • Quanto custa viajar para a Guiana em 2026 (custos reais)
  • O que fazer em Georgetown e no interior do país
  • Catarata Kaieteur: como visitar a maior cachoeira do mundo por volume
  • Savana do Rupununi e ecoturismo na Guiana
  • Segurança, saúde e dicas práticas para não errar
  • Melhor época para visitar
  • Chip internacional e cartão para usar na Guiana


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Documentação para brasileiros viajarem à Guiana em 2026


A primeira boa notícia: brasileiros não precisam de visto para entrar na Guiana para fins turísticos. O Brasil tem acordo de isenção de vistos com a Guiana, e a entrada é permitida por até 90 dias com passaporte válido. Porém, atenção: o passaporte precisa estar válido por pelo menos 6 meses além da data de retorno — regra que muita gente ignora e acaba tendo problemas na imigração.


O RG brasileiro não é aceito como documento de viagem para a Guiana. Passaporte é obrigatório. Se o seu está vencido ou prestes a vencer, providencie com antecedência — os prazos de emissão no Brasil em 2026 variam bastante dependendo da demanda.


Um detalhe importante e pouco comentado: ao chegar na Guiana, a imigração pode pedir comprovante de passagem de volta ou de saída do país, além de comprovante de acomodação (pelo menos para as primeiras noites). Tenha esses documentos acessíveis no celular ou impresso.


Outro ponto que muitos esquecem: a Guiana exige comprovante de vacinação contra febre amarela para quem vem de países endêmicos, como o Brasil. Leve a caderneta de vacinação internacional (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia — CIVP). A vacina deve ter sido aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem para ter validade internacional.


Documento Exigência
Passaporte Obrigatório, válido por 6+ meses além do retorno
Visto Não exigido para brasileiros (até 90 dias)
Vacina febre amarela Obrigatória com CIVP (10 dias antes)
Comprovante de saída Pode ser solicitado na imigração
Comprovante de hospedagem Recomendado ter disponível

📌 Aproveite para ler também: Trabalhar na Guiana: oportunidades, visto e como se planejar



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Como chegar à Guiana saindo do Brasil


Chegar à Guiana é mais fácil do que parece — e há duas rotas principais para brasileiros: aérea e terrestre. A escolha depende de onde você mora, do seu orçamento e de quanto tempo tem disponível.


De avião: a rota mais prática


A rota aérea mais comum para brasileiros é via Trinidad e Tobago (com a Caribbean Airlines) ou via Barbados. A Caricom Airlines também opera voos regionais. Saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro, espere pelo menos uma conexão. Os voos diretos para Georgetown (Aeroporto Internacional Cheddi Jagan — GEO) são raros e geralmente caros saindo do Brasil.


Em 2026, o preço médio de passagem aérea de São Paulo (GRU) para Georgetown (GEO) com conexão fica entre R$ 3.500 e R$ 5.500 em classe econômica, dependendo da antecedência e da época. Reserve com pelo menos 3 meses de antecedência para encontrar os melhores preços.


Por terra: a rota da fronteira com o Brasil


Existe uma rota terrestre a partir de Boa Vista (Roraima), passando pela cidade de Bonfim (Brasil) e cruzando para Lethem (Guiana) pela fronteira. De Lethem, há voos internos para Georgetown operados pela Trans Guyana Airways, além de uma estrada longa e irregular que conecta as duas cidades (cerca de 8 a 10 horas de viagem, dependendo das condições da pista).


Essa rota é uma boa opção para quem mora no Norte do Brasil ou quer uma experiência mais imersiva. A fronteira em Bonfim/Lethem é tranquila e bem estruturada para o padrão amazônico — mas exige planejamento, já que há poucas opções de transporte e acomodação em Lethem.


Catarata Kaieteur na Guiana — uma das maiores quedas d'água do mundo em volume, no coração da floresta guianense
A Catarata Kaieteur é cinco vezes mais alta que as Cataratas do Niágara e está no topo da lista de qualquer viagem à Guiana.


Quanto custa viajar para a Guiana em 2026


A Guiana não é um destino barato para turistas — ao contrário do que muitos imaginam ao pensar em um país menos desenvolvido. Isso acontece porque a infraestrutura turística ainda é limitada, o que mantém os preços de hotéis e passeios elevados. Boa parte dos produtos é importada, o que encarece o custo de vida local para o viajante.


A moeda oficial é o dólar guianense (GYD), mas o dólar americano é amplamente aceito em Georgetown e nos principais destinos turísticos. Ter dólares em espécie é muito recomendado, especialmente no interior do país.


Item Custo estimado em 2026 (USD)
Hostel/quarto econômico (Georgetown) USD 30 – 60 / noite
Hotel intermediário (Georgetown) USD 80 – 150 / noite
Refeição em restaurante local USD 5 – 15
Refeição em restaurante turístico USD 20 – 45
Tour para a Catarata Kaieteur (1 dia) USD 200 – 280 / pessoa
Safari Rupununi (3-5 dias, all-inclusive) USD 600 – 1.200 / pessoa
Voo interno Georgetown–Lethem USD 100 – 200 / trecho
Translado aeroporto–Georgetown (táxi) USD 25 – 40

Para uma viagem de 10 dias com uma noite de passeio a Kaieteur e alguns dias no Rupununi, o orçamento total (excluindo passagem aérea internacional) fica entre USD 1.500 e USD 3.000 por pessoa, dependendo do estilo de viagem. Não é destino para quem busca mochilão ultrabaixo custo.



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Na Guiana, o dólar americano é amplamente aceito, mas pagar com cartão de crédito convencional pode custar caro em IOF e conversão. Com a Wise, você carrega dólares na conta a custo real de câmbio e usa onde o cartão for aceito — ou saca nos caixas eletrônicos de Georgetown com taxas muito menores que os bancos tradicionais.


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O que fazer na Guiana: roteiro de atrações


A Guiana não é um destino de praias ou cidades históricas no sentido clássico. É um destino de natureza bruta, aventura real e experiências únicas. Quem vai esperando estrutura de turismo convencional pode se frustrar. Quem vai preparado para o inesperado, sai transformado.


Georgetown: a capital com sotaque caribenho


Georgetown é uma capital diferente de qualquer outra na América do Sul. A arquitetura colonial holandesa e britânica convive com mercados populares, influências indianas e africanas na culinária e uma energia vibrante que mistura o caribe com o continente. A cidade foi construída abaixo do nível do mar e tem um sistema de diques e canais — herança direta da colonização holandesa.


O principal ponto turístico é a Catedral de St. George, considerada uma das catedrais de madeira mais altas do mundo. O Mercado Stabroek, com seu famoso relógio de ferro, é o coração comercial e cultural da cidade — barulhento, colorido e absolutamente autêntico. O Museu Nacional da Guiana, pequeno mas interessante, oferece um panorama da história do país.


Uma dica pouco conhecida: o bairro de Kitty é um dos melhores para experimentar a culinária local, com pequenos restaurantes que servem curry de camarão, roti e pepperpot (ensopado tradicional de carne) a preços muito acessíveis.


Savana do Rupununi na Guiana — paisagem aberta com fauna silvestre e comunidades indígenas no sul do país
A Savana do Rupununi é o paraíso dos amantes de natureza — com ariranhas, caimãs, onças-pintadas e comunidades indígenas Makushi.


Catarata Kaieteur: a joia escondida da América do Sul


A Catarata Kaieteur é, sem exagero, uma das maravilhas naturais mais impressionantes do mundo — e está entre as razões principais pelas quais vale a pena viajar para a Guiana. Com 226 metros de queda livre e um volume de água impressionante, Kaieteur é considerada a maior cachoeira do mundo em termos de potência combinada (queda + volume). Para ter ideia: ela é cinco vezes mais alta que o Niágara.


O acesso é feito por avião de pequeno porte saindo de Georgetown (cerca de 45 minutos de voo), e a maioria das agências oferece tours de um dia que incluem o voo, uma caminhada guiada até o mirante principal e tempo livre para fotografar. Não existe acesso terrestre convencional — a catarata está no meio da floresta densa do Planalto das Guianas.


Um segredo que os operadores raramente mencionam: no mirante inferior, durante a manhã, é possível ver os andorinhões de Kaieteur (Panyptila cayennensis) saindo em revoada das cavernas atrás da queda d’água — um espetáculo que deixa qualquer fotógrafo de natureza sem fôlego. O melhor horário para isso é logo cedo, entre 6h e 8h da manhã.


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Savana do Rupununi: safari amazônico


O Rupununi é a região sul da Guiana — uma savana enorme que contrasta com a floresta tropical ao norte. É aqui que estão as maiores fazendas de gado do país, as comunidades indígenas Makushi e Wapishana, e uma biodiversidade que inclui onças-pintadas, ariranhas gigantes, caimãs negros, antas e dezenas de espécies de aves raras.


Os lodges de ecoturismo no Rupununi são a forma mais organizada de visitar a região — e vale cada centavo. Lugares como o Caiman House Lodge (em Yupukari) e o Rewa Eco-Lodge são referências mundiais em turismo sustentável e oferecem safaris noturnos de caimã, canoas pelo Rio Rupununi e trilhas com guias indígenas locais.


Um detalhe que poucos sabem: o Rupununi faz fronteira com o Brasil (estado do Amazonas) e com a Venezuela — e durante a estação seca, entre outubro e março, a paisagem lembra uma savana africana, com árvores esparsas e o céu imenso. É uma das poucas regiões da América do Sul onde você pode ver onças-pintadas com relativa frequência em habitats naturais.


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Forte Zeelandia e New Amsterdam: história colonial às margens do rio


O Forte Zeelandia, localizado na cidade de New Amsterdam (segunda maior cidade do país), é um dos exemplos mais bem preservados da colonização holandesa na América do Sul. O forte data do século XVII e hoje abriga um museu com artefatos da era colonial e da escravidão — um passeio que contextualiza profundamente a história complexa da Guiana.


New Amsterdam fica a cerca de 100 km de Georgetown, às margens do Rio Berbice, e pode ser visitada em um day trip. A travessia de balsa pelo rio faz parte da experiência — e oferece vistas lindas da vida ribeirinha guianense.


Forte Zeelandia em New Amsterdam, Guiana — patrimônio histórico da colonização holandesa no século XVII
O Forte Zeelandia em New Amsterdam é um dos marcos históricos mais importantes da Guiana, com séculos de história colonial preservada.


Melhor época para visitar a Guiana


A Guiana tem clima tropical com duas estações de chuva e duas de seca ao longo do ano — diferente da maioria dos países sul-americanos. A grande estação seca vai de setembro a novembro, e a pequena estação seca de fevereiro a abril. Essas são as melhores épocas para viajar, especialmente se você pretende visitar a Catarata Kaieteur e o Rupununi.


Período Clima Indicação
Fev – Abril Seca curta ✅ Ótimo para Kaieteur e Georgetown
Mai – Jul Grande chuva ⚠️ Rios cheios; pode atrapalhar passeios
Ago – Set Transição ✅ Começa a melhorar
Out – Nov Grande seca ✅✅ Melhor época do ano — Rupununi e fauna
Dez – Jan Chuva curta ⚠️ Chuvas leves; ainda viável

Um ponto interessante: a Catarata Kaieteur fica ainda mais impressionante durante ou logo após a estação chuvosa, quando o volume de água está no pico. Se a fotografia da cachoeira for a prioridade, visitar entre maio e julho garante um espetáculo visual diferente — mas fique atento às condições climáticas para os voos de pequeno porte, que podem ser cancelados por chuva forte.


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Segurança na Guiana: o que você precisa saber


A Guiana tem índices de criminalidade mais elevados do que a maioria dos países da América do Sul, especialmente em Georgetown. Furtos, roubos e assaltos a turistas ocorrem, principalmente nas áreas do mercado Stabroek e do bairro Albouystown. Isso não significa que a cidade é intransitável — mas exige atenção redobrada e comportamentos preventivos.


As recomendações práticas dos moradores locais para turistas são diretas: não use o celular na rua em áreas movimentadas, não exiba câmeras fotográficas caras em mercados populares, evite circular a pé após as 19h em áreas que você não conhece, e sempre use táxis indicados pelo hotel em vez de pegar carros na rua.


O interior do país — Rupununi, comunidades indígenas, arredores de Lethem — é significativamente mais tranquilo e seguro do que a capital. As comunidades indígenas são hospitaleiras e os lodges de ecoturismo têm altíssimos padrões de segurança para os hóspedes.


Em termos de saúde, além da febre amarela (vacina obrigatória), a malária é endêmica em áreas do interior da Guiana. Converse com um médico antes de viajar sobre profilaxia antimalárica, especialmente se você vai ao Rupununi ou a áreas de floresta densa. O uso de repelente com DEET e roupas de manga longa ao amanhecer e ao entardecer é fundamental.


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Chip internacional para usar na Guiana


A cobertura de dados móveis na Guiana é irregular. Em Georgetown, as operadoras locais Digicel e GTT oferecem cobertura razoável de 4G. No interior do país, especialmente no Rupununi e nas áreas de floresta, a conectividade é mínima ou inexistente — prepare-se para desconectar.


Para a capital e arredores, um eSIM internacional é a solução mais prática e econômica. Você ativa antes de embarcar no Brasil e já chega conectado no aeroporto Cheddi Jagan — sem precisar procurar chip local ou pagar roaming absurdo da operadora brasileira.



📱 Conectado na Guiana desde o momento do pouso


Na Guiana, a conectividade nas áreas urbanas funciona bem com um eSIM internacional. Chegar ao Aeroporto Cheddi Jagan já com dados ativos é fundamental para localizar seu translado, comunicar chegada e usar o GPS em Georgetown — onde as ruas não têm nomenclatura óbvia para estrangeiros.


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Erros comuns de turistas na Guiana (e como evitar)


Depois de pesquisar muito e conversar com viajantes que já estiveram na Guiana, alguns erros se repetem com frequência — e todos são evitáveis com planejamento:


  • Não vacinar contra febre amarela com antecedência: a vacina precisa de 10 dias para ter validade internacional. Deixar para a última semana é arriscado.
  • Subestimar os custos dos passeios: os tours para Kaieteur e o Rupununi são caros. Não planeje viagem para a Guiana esperando preços de mochilão.
  • Ir sem dólares em espécie: no interior, cartão não funciona. Leve dólares físicos suficientes para toda a estadia fora de Georgetown.
  • Não reservar lodges com antecedência: os ecolodges do Rupununi têm capacidade limitada e costumam lotar meses antes, especialmente na estação seca.
  • Ignorar a malária: é real e presente no interior. Não pule a consulta médica pré-viagem.
  • Circular sozinho à noite em Georgetown: mesmo em áreas turísticas, isso não é recomendado.
  • Não confirmar o voo para Kaieteur: os voos de pequeno porte são cancelados por condições climáticas. Sempre ligue para confirmar na véspera e tenha plano B no roteiro.

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Gastronomia na Guiana: o que comer


A culinária guianense é uma das mais diversas e subestimadas da América do Sul. A mistura de influências indígenas, africanas, indianas, chinesas e europeias criou uma cozinha genuinamente única que raramente aparece nas listas de “melhores gastronomias do mundo” — mas merecia estar.


O prato mais icônico é o pepperpot: um ensopado escuro de carne cozida lentamente em cassareep (um molho feito de mandioca brava) com especiarias. Tem sabor forte, levemente amargo e completamente viciante. Historicamente, as famílias guianenses deixam o pepperpot no fogo por dias — e vão adicionando mais carne conforme necessário, sem nunca terminar o caldo.


O roti com curry é outra obrigação — herança direta dos trabalhadores indianos trazidos pelos britânicos no século XIX. Curry de camarão, frango ou carneiro servido dentro de um roti (pão fino assado) é encontrado em todo Georgetown, especialmente nos mercados. O preço é baixo e a qualidade é alta.


As bebidas locais incluem o mauby (feita da casca de árvore, levemente amargo e refrescante), o sumo de cana-de-açúcar fresco e os sucos de frutas tropicais como carambola, guanábana e tamarindo.


Passaporte e mapa da Guiana para viagem em 2026 — planejamento de viagem internacional para o destino
Planejamento é tudo ao viajar para a Guiana — documentação, vacinas, logística de passeios e orçamento exigem atenção redobrada.


Conclusão: viajar para a Guiana vale a pena?


Sim — mas para o viajante certo. A Guiana não é um destino para quem busca infraestrutura turística sofisticada, praias paradisíacas ou culinária refinada em restaurantes modernos. É um destino para quem quer natureza selvagem e autêntica, experiências fora da rota convencional, e a satisfação rara de visitar um lugar que poucos brasileiros já conheceram.


A Catarata Kaieteur sozinha justificaria a viagem. O Rupununi com onças-pintadas e ariranhas gigantes é um bônus que poucos lugares no mundo oferecem. E Georgetown, com toda a sua complexidade cultural e arquitetura singular, é uma capital que merece mais do que um dia de passagem.


Se você planeja viajar para a Guiana em 2026, comece pelo planejamento com antecedência: passaporte válido, vacina contra febre amarela, reserva nos lodges do Rupununi e seguro viagem contratado antes do embarque. Com esses pilares resolvidos, o resto é aventura — no melhor sentido possível.


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Planejar o roteiro é a parte divertida, mas garantir que nada estrague seu sonho é a parte estratégica. Para a sua viagem em 2026 para a Guiana, separei os 3 pilares essenciais que eu utilizo e recomendo para economizar e viajar com total segurança:


🛡️ 1. Seguro Viagem: Sua paz de espírito


Imprevistos médicos no exterior podem custar o preço de um carro zero. Seja para um simples mal-estar ou uma emergência séria, o seguro é indispensável em todos os destinos. Dica: Use nosso comparador para encontrar o melhor custo-benefício.


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💳 2. Cartão Global: Pare de perder dinheiro no câmbio


Pagar 4,38% ou mais de IOF no cartão de crédito convencional é erro de amador. Use um cartão internacional digital (como Wise ou Nomad) para pagar a cotação comercial e apenas 1,1% de IOF. É aceito em quase todo o mundo e você economiza muito na conversão.


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📶 3. Chip Internacional: Conectado desde o pouso


Chegar em um país novo sem GPS, tradutor ou WhatsApp é um pesadelo. Com o chip internacional (ou eSIM), você já sai do avião com internet 4G/5G ilimitada. Não dependa de Wi-Fi público de aeroporto!


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Perguntas Frequentes sobre Viajar para a Guiana


Brasileiros precisam de visto para entrar na Guiana?
Não. Brasileiros estão isentos de visto para turismo na Guiana por até 90 dias. É necessário apenas passaporte válido (com pelo menos 6 meses de validade além da data de retorno) e comprovante de vacina contra febre amarela.


Qual é a moeda da Guiana e posso usar dólar americano?
A moeda oficial é o dólar guianense (GYD), mas o dólar americano (USD) é amplamente aceito em Georgetown, hotéis, restaurantes turísticos e nos lodges do interior. No interior do país, leve dólares em espécie pois cartões muitas vezes não funcionam.


É seguro viajar para a Guiana em 2026?
A Guiana tem índices de criminalidade mais elevados que vizinhos como o Suriname, especialmente em Georgetown. Com atenção e comportamento preventivo (evitar circular à noite em áreas desconhecidas, não exibir eletrônicos caros), a visita é plenamente viável. O interior do país é tranquilo e seguro.


Como visitar a Catarata Kaieteur?
A forma mais prática é contratar um tour de um dia a partir de Georgetown, que inclui voo de pequeno porte (45 min), caminhada guiada até o mirante e retorno. O custo em 2026 varia entre USD 200 e USD 280 por pessoa. Não existe acesso terrestre regular para turistas.


Qual é a melhor época para viajar para a Guiana?
A grande estação seca (outubro a novembro) é a melhor época para natureza, safaris no Rupununi e voos a Kaieteur. A pequena estação seca (fevereiro a abril) também é excelente. Evite a grande estação de chuvas (maio a julho) para atividades ao ar livre.


É necessário tomar vacina para viajar à Guiana?
A vacina contra febre amarela é obrigatória para quem vem do Brasil (país endêmico). O certificado de vacinação (CIVP) pode ser exigido na imigração. Além disso, é recomendado consultar médico sobre profilaxia para malária, especialmente para quem vai ao interior do país.


A Guiana faz fronteira com o Brasil?
Sim. A Guiana faz fronteira com o estado de Roraima. A principal passagem é entre Bonfim (Brasil) e Lethem (Guiana), com balsa sobre o Rio Tacutu. De Lethem, há voos internos para Georgetown e uma estrada de terra longa até a capital.


Posso contratar o seguro depois de já ter embarcado?
Não é recomendado e a maioria das seguradoras não permite contratação após o início da viagem. O seguro viagem deve ser contratado antes do embarque para que todas as coberturas estejam ativas desde o momento da saída do Brasil. Contratar com antecedência também garante cobertura em caso de cancelamento por imprevistos antes da viagem.


Posso cancelar o seguro viagem se desistir da viagem?
Sim, é possível cancelar o seguro viagem antes do início da viagem, geralmente com reembolso integral ou proporcional dependendo das condições da seguradora e do prazo de cancelamento. Cada empresa tem sua política específica — leia as condições gerais antes de contratar e verifique o prazo mínimo de cancelamento com direito a reembolso.


Posso estender o seguro viagem se precisar ficar mais tempo na Guiana?
A maioria das seguradoras permite a extensão do seguro viagem, desde que solicitada antes do vencimento da apólice original e que não tenha ocorrido nenhum sinistro durante o período inicial. Entre em contato com a seguradora ou com a plataforma de contratação com antecedência para garantir a continuidade da cobertura sem interrupções.


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