Viajar para o Haiti é uma das decisões mais incomuns — e mais marcantes — que um viajante brasileiro pode tomar. O país ocupa a parte oeste da Ilha Hispaniola, divide fronteira com a República Dominicana e carrega uma história tão densa quanto qualquer civilização do mundo: foi o primeiro país da América Latina a se tornar independente, em 1804, após a única revolta de escravos bem-sucedida da história moderna. Mas viajar para o Haiti em 2026 exige preparo sério, honestidade sobre os riscos e uma dose generosa de consciência sobre o que você vai encontrar. Não é um destino de resort, não é um destino de mochilão despreocupado — é um destino de quem quer ver o mundo de verdade.
Este guia foi criado para quem está considerando viajar ao Haiti de forma responsável: jornalistas, voluntários, profissionais de ONGs, viajantes experientes que já percorreram destinos difíceis ou simplesmente pessoas fascinadas pela riqueza cultural e histórica caribenha. Aqui você vai encontrar informações reais sobre segurança, documentação, custos, pontos turísticos e tudo o que o Itamaraty e os guias convencionais não costumam contar com clareza.
O Haiti tem praias de tirar o fôlego, uma cena artística vibrante, uma gastronomia única e comunidades que recebem visitantes com dignidade e orgulho. Mas ele também tem instabilidade política crônica, infraestrutura precária e índices de segurança que demandam atenção constante. Entender os dois lados é o que diferencia o viajante preparado do turista imprudente.


O Haiti guarda paisagens caribenhas deslumbrantes e uma história única na América Latina — mas exige planejamento cuidadoso antes de embarcar.
O que você vai aprender neste guia
- Situação atual de segurança no Haiti em 2026 e como se posicionar
- Documentação, visto e vacinas obrigatórias para brasileiros
- Como chegar ao Haiti saindo do Brasil
- Os melhores pontos turísticos e o que realmente vale visitar
- Quanto custa viajar para o Haiti: hospedagem, alimentação e transporte
- Moeda local, câmbio e como levar dinheiro com segurança
- Conectividade, chip internacional e internet no país
- Seguro viagem para o Haiti: por que é indispensável
- Dicas práticas que os guias convencionais não contam
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Situação de segurança no Haiti em 2026: o que você precisa saber antes de tudo
Não existe forma de falar sobre turismo no Haiti sem abordar diretamente a questão da segurança — e fazê-lo com honestidade. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil mantém recomendação de cautela para viagens ao Haiti, especialmente para a capital Port-au-Prince e certas regiões do norte. Gangues armadas controlam bairros inteiros da capital, e o cenário político segue instável desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021.
Isso não significa que o Haiti é inteiramente inacessível ao turismo — significa que ele exige um nível de preparo que a maioria dos destinos caribenhos não exige. Regiões como Jacmel, no sul, e a área de Cap-Haïtien, no norte, têm índices de segurança significativamente melhores do que Port-au-Prince e são os pontos de entrada mais recomendados para visitantes em 2026. Pesquise ativamente a situação no mês em que pretende viajar, pois o cenário muda com frequência.
Viajantes que vão ao Haiti a trabalho — jornalistas, cooperantes internacionais, funcionários de ONGs — costumam utilizar serviços de motoristas de confiança, hospedagem em estruturas com segurança privada e redes de apoio local. Nunca vá de improviso. Estabeleça contatos locais antes de embarcar.


A arte de rua e a cultura visual haitiana são únicas no Caribe — uma das grandes surpresas de quem visita o país pela primeira vez.
Documentação e visto para brasileiros viajar ao Haiti
A boa notícia na parte burocrática: brasileiros não precisam de visto para entrar no Haiti. O passaporte válido é suficiente, e a entrada é liberada por até 90 dias para fins de turismo. Assim como em outros destinos caribenhos, o passaporte precisa ter validade mínima de 6 meses além da data de retorno previsto.
Na chegada, você deverá preencher um cartão de imigração fornecido a bordo do avião. Dependendo da sua rota, pode haver cobrança de uma taxa de turismo na chegada — geralmente entre US$ 10 e US$ 25, paga em dólares americanos em espécie. Consulte a companhia aérea e a embaixada haitiana com antecedência, pois as regras sobre essa taxa têm variado nos últimos anos.
Um detalhe importante que muitos turistas ignoram: o Cartão de Imigração deve ser guardado com cuidado durante toda a viagem, pois é necessário apresentá-lo na saída do país. Perder esse documento no Haiti pode gerar burocracias desnecessárias numa situação já complexa.
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Vacinas obrigatórias e recomendadas para o Haiti
O Haiti é um dos poucos destinos das Américas onde a vacinação contra febre amarela é obrigatória para brasileiros — e não apenas recomendada. O comprovante de vacinação no Certificado Internacional de Vacinação (Caderneta Amarela) pode ser exigido tanto no embarque quanto no desembarque. Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência antes da viagem.
Além da febre amarela, as autoridades de saúde brasileiras recomendam fortemente a vacinação contra hepatite A, hepatite B, febre tifoide, tétano e difteria. O Haiti tem histórico de surtos de cólera desde o terremoto de 2010, então cuidados com água e alimentação são essenciais. Beba apenas água engarrafada, evite gelo de origem desconhecida e consuma alimentos em estabelecimentos de confiança.
Profilaxia para malária também é recomendada para algumas regiões, especialmente áreas rurais. Consulte seu médico antes de viajar e inicie o tratamento profilático com a antecedência recomendada. Esse é o tipo de informação que faz toda a diferença numa viagem ao Haiti — e que muitos viajantes só descobrem depois de já ter embarcado.
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Como chegar ao Haiti saindo do Brasil
Não existem voos diretos entre o Brasil e o Haiti — toda rota exige ao menos uma conexão. As rotas mais comuns para brasileiros em 2026 passam por Miami (com conexão para Port-au-Prince ou Cap-Haïtien via American Airlines ou Spirit), pela República Dominicana (via Santo Domingo, com Arajet ou Air Caraïbes) ou por Fort Lauderdale e Nova York. A duração total da viagem costuma ficar entre 12 e 20 horas, dependendo do aeroporto de partida e do tempo de conexão.
Uma alternativa menos óbvia — e frequentemente mais barata — é voar até Punta Cana ou Santo Domingo na República Dominicana e de lá cruzar a fronteira terrestre ou pegar um voo regional curto. As fronteiras mais movimentadas são as de Dajabón-Ouanaminthe (norte) e Malpasse-Fond Parisien (sul, próximo à capital). Informe-se sobre a situação da fronteira antes de optar por essa rota, pois ela pode estar sujeita a fechamentos temporários.
O aeroporto principal é o Toussaint Louverture International Airport, em Port-au-Prince. No norte, o Cap-Haïtien International Airport (Hugo Chávez International) é a porta de entrada para quem visita as atrações históricas da região. Para quem prefere chegar diretamente a Jacmel, existem voos domésticos a partir de Port-au-Prince operados por companhias regionais menores.
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O que fazer no Haiti: pontos turísticos que valem a viagem
Quem chega ao Haiti com os olhos abertos encontra um país com patrimônio histórico, natural e cultural genuinamente extraordinário. O problema é que grande parte desse patrimônio ainda é desconhecido pelo turismo convencional — o que, curiosamente, é parte do charme para quem busca experiências fora do circuito.
Citadelle Laferrière e Sans-Souci — Patrimônio Mundial da UNESCO
A Citadelle Laferrière é a fortaleza mais impressionante das Américas e um dos conjuntos arquitetônicos mais surpreendentes do continente americano. Construída entre 1805 e 1820 pelo Rei Henri Christophe após a independência haitiana, foi erguida no topo de uma montanha a 970 metros de altitude para defender o Haiti de uma possível invasão francesa — que nunca veio. A vista de lá de cima é absolutamente inesquecível.
Ao lado da Citadelle fica o Palácio Sans-Souci, residência real de Christophe que hoje existe em ruínas grandiosas após um terremoto em 1842. O conjunto Citadelle/Sans-Souci foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 1982 e é, sem dúvida, o ponto turístico mais emblemático do Haiti. A base de acesso é a cidade de Milot, próxima a Cap-Haïtien.


O litoral haitiano guarda praias de rara beleza caribenha, praticamente intocadas pelo turismo de massa.
Jacmel — A capital cultural do Haiti
Jacmel é a cidade que mais surpreende os visitantes. Situada na costa sul do Haiti, tem uma arquitetura colonial francesa preservada de forma única, uma cena artística efervescente e um carnaval considerado um dos mais criativos do Caribe. A cidade ficou famosa pela produção de papier-mâché artisticamente trabalhado — máscaras, esculturas e objetos que são verdadeiras obras de arte e ótimas lembranças.
O centro histórico de Jacmel tem ruas de pedra, casarões do século XIX com varandas de ferro trabalhado e uma atmosfera que mistura decadência elegante com criatividade popular. Há cafés, galerias de arte e restaurantes que funcionam bem para turistas. Em termos de segurança, Jacmel é significativamente mais tranquila do que Port-au-Prince e costuma ser a porta de entrada recomendada para quem está fazendo sua primeira viagem ao Haiti.
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Cap-Haïtien — A cidade histórica do norte
Cap-Haïtien foi a capital colonial da ilha sob domínio francês e guarda um centro histórico com traços da arquitetura do século XVIII. É o ponto de partida para a Citadelle e para as praias do litoral norte — incluindo Labadee, um enclave turístico utilizado por cruzeiros internacionais que oferece contraste curioso com o resto do país. A cidade tem infraestrutura relativamente melhor do que Port-au-Prince para receber visitantes.
Praias do Haiti: um Caribe fora do circuito
O Haiti tem praias caribenhas de encher o olho e que permaneceram intocadas pelo turismo de massa justamente pela situação política do país. Wahoo Bay e Kaliko Beach, no litoral próximo à capital, têm resorts de médio padrão com praia privativa e boa estrutura. No norte, as praias ao redor de Cap-Haïtien têm águas cristalinas que rivalizam com qualquer ilha caribenha mais famosa. Para quem busca praias sem multidões e com autenticidade, o Haiti oferece algo que a República Dominicana e a Jamaica há muito tempo perderam.
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Quanto custa viajar para o Haiti em 2026
O Haiti é um dos países mais baratos do Caribe em termos de custo local — mas a viagem em si pode sair mais cara do que outros destinos da região por causa das conexões aéreas e da necessidade de algumas estruturas de segurança. Veja um resumo dos custos médios para brasileiros em 2026:
| Item | Custo médio (2026) | Observação |
|---|---|---|
| Passagem Brasil–Haiti (ida e volta) | R$ 3.800 – R$ 7.500 | Sempre com conexão; Miami ou Santo Domingo |
| Hospedagem (diária) | US$ 40 – US$ 150 | Guesthouses locais a resorts com segurança |
| Refeição local (restaurante simples) | US$ 5 – US$ 15 | Griot, riz et pois, banane pesée |
| Transporte interno (tap-tap) | US$ 0,50 – US$ 2 | Transporte coletivo local e colorido |
| Transporte com motorista particular | US$ 60 – US$ 120/dia | Recomendado para turistas; inclui guia |
| Entrada Citadelle Laferrière | US$ 6 – US$ 10 | Cavalos disponíveis para subida: US$ 10–15 |
| Seguro viagem (7 dias) | R$ 120 – R$ 280 | Indispensável; não economize aqui |
Um roteiro de 7 dias no Haiti, com hospedagem de médio padrão, motorista particular para passeios e refeições variadas, pode custar entre R$ 5.500 e R$ 10.000 por pessoa além da passagem aérea. Para quem opta por guesthouses locais e transporte coletivo, o custo cai bastante — mas o nível de risco aumenta proporcionalmente. Essa é uma equação que cada viajante precisa calibrar com honestidade.
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Moeda, câmbio e como levar dinheiro para o Haiti
A moeda oficial do Haiti é o Gourde Haitiano (HTG), mas na prática o dólar americano circula livremente e é aceito na grande maioria dos estabelecimentos voltados para turistas, hotéis e restaurantes. Tenha sempre notas de dólar em espécie — preferencialmente notas menores (US$ 1, US$ 5 e US$ 10) para facilitar o troco. Notas velhas, rasgadas ou com marcações podem ser recusadas.
Caixas eletrônicos existem em Port-au-Prince e Cap-Haïtien, mas o funcionamento é irregular. Não dependa de saque em ATM como estratégia principal. Leve dólares em espécie do Brasil e guarde-os em partes separadas — nunca todo o dinheiro no mesmo lugar.
💳 Pague sem taxas abusivas no Haiti
Para trocar seus reais para dólares antes de embarcar ao Haiti, o cartão Wise oferece a cotação comercial real com apenas 1,1% de IOF — muito abaixo dos 4,38% cobrados pelo cartão de crédito convencional. Você pode converter reais para dólares direto no app e sacar em caixas eletrônicos quando necessário, além de usar o cartão em qualquer estabelecimento que aceite débito internacional.
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Internet e chip internacional para o Haiti
A conectividade no Haiti é limitada e irregular. As operadoras locais — Natcom e Digicel — oferecem cobertura 3G/4G principalmente nas cidades maiores, mas a qualidade varia muito. Wi-Fi em hotéis existe nos estabelecimentos voltados para turistas internacionais, mas a velocidade raramente impressiona.
📱 Conectado no Haiti desde o momento do pouso
Ter internet funcionando no celular assim que você desembarca no Haiti é fundamental para segurança e navegação. Com o eSIM internacional, você ativa a conexão antes mesmo de embarcar no Brasil e chega ao Haiti com GPS, WhatsApp e acesso a contatos locais funcionando. Em um destino com a complexidade do Haiti, não depender de Wi-Fi público ou de encontrar uma loja de chip local faz diferença real.
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Seguro viagem para o Haiti: por que é absolutamente indispensável
Se em qualquer viagem internacional o seguro viagem é importante, no Haiti ele é inegociável. O sistema de saúde haitiano é um dos mais precários do hemisfério ocidental — hospitais públicos têm estrutura limitada e os estabelecimentos privados com padrão minimamente aceitável para turistas existem apenas em Port-au-Prince e Cap-Haïtien. Uma emergência médica no Haiti sem seguro pode resultar em necessidade de evacuação aérea para a República Dominicana, os Estados Unidos ou o Brasil — e esse custo sozinho pode ultrapassar US$ 30.000 a US$ 80.000.
Além da cobertura médica, o seguro viagem para o Haiti precisa ter cobertura robusta para repatriação sanitária e traslado médico. Verifique também a cobertura para distúrbios civis: alguns planos têm cláusulas que excluem eventos relacionados a instabilidade política. Leia o contrato com atenção antes de contratar.


O litoral haitiano visto do alto revela uma natureza caribenha exuberante — mas uma emergência médica longe dos centros urbanos requer evacuação e cobertura adequada de seguro.
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Gastronomia haitiana: o que comer no Haiti
A cozinha haitiana é uma das mais ricas e menos conhecidas do Caribe, com influências africanas, francesas e indígenas taínas que se fundiram em algo completamente original. O prato nacional é o griot — pedaços de porco marinados em suco de laranja azeda, especiarias e pimenta scotch bonnet, depois fritos até ficarem crocantes por fora e macios por dentro. Normalmente servido com riz et pois (arroz com feijão), banane pesée (bananas verdes fritas e amassadas) e pikliz (conserva de repolho e pimenta).
Outros pratos que valem a experiência: joumou (sopa de abóbora com carne, símbolo da independência haitiana e consumida toda primeira semana de janeiro), tasso cabrit (cabra seca e temperada, prato do interior), akra (bolinhos fritos de malanga — uma espécie de inhame local) e diri ak djon djon (arroz preto feito com um cogumelo haitiano endêmico, do norte do país). Para beber, o clairin — destilado de cana-de-açúcar artesanal, primo-irmão do cachaça e do rum — é a bebida local por excelência e existe em dezenas de variações regionais.
Melhor época para viajar ao Haiti
O Haiti tem clima tropical com temperatura média entre 25°C e 34°C ao longo de todo o ano. A estação seca vai de novembro a março — essa é a melhor época para visitar, com menos chuvas, mar mais calmo e temperaturas mais amenas. Entre abril e outubro, as chuvas são mais frequentes, com pico entre agosto e outubro, que coincide com a temporada de furacões no Caribe.
| Período | Clima | Indicação |
|---|---|---|
| Novembro – março | Seco, 25–30°C | ✅ Melhor época — menos chuvas, ótimo para praias e trilhas |
| Abril – julho | Quente e úmido, chuvas moderadas | ⚠️ Aceitável, mas prepare-se para chuvas vespertinas |
| Agosto – outubro | Temporada de furacões | ❌ Evitar — risco de furacões e instabilidade climática severa |
O Carnaval de Jacmel, realizado em fevereiro (geralmente duas semanas antes do Carnaval de Port-au-Prince), é um dos melhores momentos para visitar o Haiti — e um dos eventos culturais mais impressionantes do Caribe. As fantasias artísticas de papier-mâché e as tradições do carnaval haitiano são genuinamente únicas.
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Dicas práticas para viajar ao Haiti que os guias não contam
O Haiti tem particularidades que só aparecem quando você conversa com quem já foi. Reunimos as mais importantes para que você não aprenda na marra:
Leve tudo em dólar fracionado. Trocar nota de US$ 100 em uma comunidade pequena pode ser impossível. Leve muitas notas de US$ 1, US$ 5 e US$ 10.
O creole haitiano não é o francês. Embora o francês seja idioma oficial ao lado do creole, a população em geral fala creole no dia a dia. Aprender algumas frases básicas — “mèsi” (obrigado), “bonjou” (bom dia), “kijan ou rele?” (como você se chama?) — gera conexão genuína com os locais e quebra resistências.
Tap-taps são seguros mas imprevisíveis. Os tap-taps (caminhonetes coletivas decoradas com grafismos coloridos) são o transporte público haitiano mais característico. São seguros para turistas em trajetos curtos dentro de áreas conhecidas, mas não têm horário fixo e podem lotados além da capacidade. Para percursos mais longos ou saídas à noite, motorista particular é sempre a escolha certa.
Fotografar pessoas exige permissão. Os haitianos têm relação histórica complexa com o olhar externo — décadas de cobertura jornalística focada em tragédias criaram sensibilidade legítima. Sempre peça permissão antes de fotografar pessoas, especialmente crianças. Na dúvida, não fotografe.
O vodou não é o que Hollywood vendeu. O vodou haitiano é uma religião legítima, sincretismo de tradições africanas Fon e Ewe com elementos do catolicismo. É praticado com seriedade e profundidade pela maioria da população. Turistas que tratam o vodou com sensacionalismo ou deboche são mal recebidos — e com razão. Se tiver interesse genuíno, existem cerimônias abertas a visitantes em algumas regiões.
Não exiba objetos de valor. Celulares caros, câmeras profissionais, relógios e correntes de ouro devem ser guardados ou usados com discrição. Isso vale especialmente em Port-au-Prince e em qualquer aglomeração.


As comunidades de pescadores haitianos mantêm uma relação íntima com o mar caribenho há séculos — uma das experiências mais autênticas para quem visita o país.
Conclusão: Vale a pena viajar para o Haiti?
Viajar para o Haiti em 2026 não é para todo mundo — e não há problema em reconhecer isso. É um destino que demanda preparo, consciência e uma disposição genuína para encarar a realidade de um país complexo sem romantizá-la nem demonizá-la. Para quem tem esse perfil, o Haiti oferece algo que pouquíssimos destinos do mundo ainda entregam: autenticidade radical, história viva, natureza intocada e uma cultura tão rica quanto qualquer outra das Américas.
O turismo responsável no Haiti também tem um impacto real: cada real gasto diretamente com guias locais, guesthouses familiares, artistas e restaurantes comunitários vai diretamente para a economia local, sem passar pelos filtros das grandes cadeias hoteleiras internacionais. Isso não justifica imprudência — mas é um argumento real para quem pondera se vai ou não vai.
Se você vai, prepare-se bem, contrate um seguro viagem com cobertura generosa, estabeleça contatos locais antes de embarcar e viaje com humildade. O Haiti vai surpreender você — quase certamente de formas que você não esperava.
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Planejar o roteiro é a parte divertida, mas garantir que nada estrague seu sonho é a parte estratégica. Para a sua viagem em 2026 para o Haiti, separei os 3 pilares essenciais que eu utilizo e recomendo para economizar e viajar com total segurança:
🛡️ 1. Seguro Viagem: Sua paz de espírito
Imprevistos médicos no exterior podem custar o preço de um carro zero. Seja para um simples mal-estar ou uma emergência séria, o seguro é indispensável em todos os destinos. Dica: Use nosso comparador para encontrar o melhor custo-benefício.
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💳 2. Cartão Global: Pare de perder dinheiro no câmbio
Pagar 4,38% ou mais de IOF no cartão de crédito convencional é erro de amador. Use um cartão internacional digital (como Wise ou Nomad) para pagar a cotação comercial e apenas 1,1% de IOF. É aceito em quase todo o mundo e você economiza muito na conversão.
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📶 3. Chip Internacional: Conectado desde o pouso
Chegar em um país novo sem GPS, tradutor ou WhatsApp é um pesadelo. Com o chip internacional (ou eSIM), você já sai do avião com internet 4G/5G ilimitada. Não dependa de Wi-Fi público de aeroporto!
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Perguntas Frequentes sobre Viajar para o Haiti
Brasileiros precisam de visto para entrar no Haiti?
Não. Brasileiros entram no Haiti apenas com passaporte válido, sem necessidade de visto prévio. A estadia permitida para turismo é de até 90 dias. O passaporte precisa ter validade mínima de 6 meses além da data de retorno.
É seguro viajar para o Haiti em 2026?
O Haiti exige atenção especial em termos de segurança, especialmente na capital Port-au-Prince. Regiões como Jacmel (sul) e Cap-Haïtien (norte) têm situação significativamente mais estável. Recomenda-se contratar motorista particular, hospedar-se em estruturas com segurança e estabelecer contatos locais antes de viajar. Consulte sempre os alertas do Itamaraty e do Ministério das Relações Exteriores antes de embarcar.
Qual vacina é obrigatória para entrar no Haiti?
A vacina contra febre amarela é obrigatória para brasileiros que viajam ao Haiti. O comprovante no Certificado Internacional de Vacinação pode ser exigido no embarque e no desembarque. Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência. Recomenda-se também vacinação contra hepatite A, hepatite B, febre tifoide e tétano.
Qual moeda usar no Haiti?
A moeda oficial é o Gourde Haitiano (HTG), mas o dólar americano é amplamente aceito em hotéis, restaurantes e estabelecimentos para turistas. Leve notas de dólar em espécie e preferencialmente em pequenas denominações. Caixas eletrônicos existem mas funcionam de forma irregular.
Qual a melhor época para viajar ao Haiti?
A estação seca de novembro a março é a melhor época, com menos chuvas e temperaturas mais amenas. Evite o período de agosto a outubro, que coincide com a temporada de furacões no Caribe. O Carnaval de Jacmel, em fevereiro, é um dos melhores momentos culturais para visitar o país.
O seguro viagem é obrigatório para entrar no Haiti?
O seguro viagem não é legalmente obrigatório para entrar no Haiti, mas é absolutamente indispensável na prática. O sistema de saúde local é precário, e uma emergência médica sem seguro pode resultar em evacuação aérea para o exterior, com custos que ultrapassam facilmente US$ 50.000. Contratar um seguro com cobertura robusta de repatriação sanitária é essencial para qualquer viajante ao Haiti.
Qual é o principal ponto turístico do Haiti?
A Citadelle Laferrière, fortaleza construída pelo Rei Henri Christophe após a independência haitiana, é o principal ponto turístico do país e um Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1982. Fica no norte do Haiti, próxima a Cap-Haïtien, e é considerada uma das estruturas militares mais impressionantes das Américas.
Posso contratar o seguro depois de já ter embarcado?
Não. O seguro viagem deve ser contratado antes do embarque. Após o início da viagem, a maioria das seguradoras não aceita contratações. Contrate sempre com antecedência — de preferência no mesmo dia em que comprar a passagem, para que a cobertura já valha desde a saída de casa.
Posso cancelar o seguro viagem se desistir da viagem?
Sim. A maioria das seguradoras permite o cancelamento com reembolso integral desde que feito dentro do prazo de arrependimento (geralmente 7 dias corridos após a contratação, se a viagem ainda não começou). Após esse prazo ou após o início da viagem, o cancelamento pode não gerar reembolso ou gerar apenas reembolso parcial. Leia as condições gerais da apólice antes de contratar.
Posso estender o seguro viagem se precisar ficar mais tempo no Haiti?
Sim, em geral é possível estender a cobertura do seguro viagem, mas a extensão precisa ser solicitada antes do vencimento da apólice original e enquanto o segurado estiver bem de saúde. Para o Haiti, dada a imprevisibilidade da situação, contratar um período um pouco maior do que o planejado desde o início é uma estratégia mais segura do que depender da extensão.
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