Viajar para o Haiti em 2026: Guia, Requisitos e Segurança

Viajar para o Haiti é uma das decisões mais incomuns — e mais delicadas — que um viajante brasileiro pode considerar. O país ocupa a parte oeste da Ilha Hispaniola, divide fronteira com a República Dominicana e carrega uma história tão densa quanto qualquer nação das Américas: foi o primeiro país da América Latina a se tornar independente, em 1804, após a única revolta de escravos bem-sucedida da história moderna.


Mas há uma contradição que precisa ficar clara logo no início deste guia: enquanto muitos artigos de viagem ainda tratam o Haiti como um “Caribe fora do circuito” com praias intocadas e roteiros de aventura, a realidade de 2026 é bem mais grave do que isso. Este não é mais, no sentido convencional, um destino de turismo de lazer.


Este guia foi atualizado para refletir a situação real do país e serve principalmente para jornalistas, cooperantes de ONGs, profissionais de organizações humanitárias e brasileiros com vínculo familiar ou profissional direto no Haiti — pessoas que, por algum motivo, precisam ou decidem ir mesmo assim. Se você está pensando em uma viagem de lazer despretensiosa, a recomendação honesta é adiar o plano e acompanhar a situação de perto antes de comprar qualquer passagem.


Paisagem do Haiti em 2026: guia de viagem, riscos e segurança para brasileiros

O Haiti guarda paisagens caribenhas e uma história única — mas em 2026 a decisão de viajar para lá exige uma leitura honesta e atualizada da crise de segurança do país.


O que você vai aprender neste guia

Situação real de segurança no Haiti em 2026, com dados de fontes oficiais
O erro que a maioria dos brasileiros comete ao pesquisar sobre viajar para o Haiti
Documentação, visto e vacinas obrigatórias
Como chegar ao Haiti saindo do Brasil
Quanto custa viajar para o Haiti: hospedagem, alimentação e transporte
Moeda local, câmbio e como levar dinheiro com segurança
Conectividade, chip internacional e internet no país
Seguro viagem para o Haiti: por que é indispensável
Perguntas frequentes sobre viajar para o Haiti


⚠️ Atenção: viajar para o Haiti sem seguro é um risco que não vale a pena. O sistema de saúde local está sob forte pressão, hospitais chegaram a suspender atendimentos por causa da violência e uma evacuação médica de emergência pode custar dezenas de milhares de dólares. Proteja sua viagem agora e ainda economize 10% usando o código VAMOSVIAJARHOJE10. 👇


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Situação de segurança no Haiti em 2026: o que os dados oficiais mostram

Este é o ponto mais importante de todo o guia, então vamos direto ao que as fontes internacionais mais recentes indicam. Segundo relatórios do Escritório Integrado das Nações Unidas para o Haiti (BINUH) e de organizações humanitárias como o International Rescue Committee, grupos armados controlam hoje uma parcela estimada em torno de 90% do território da capital, Porto Príncipe — um avanço em relação aos cerca de 80% registrados no fim de 2025.


Mais de 1,4 milhão de pessoas estão deslocadas internamente por causa da violência em todo o país, muitas vivendo em abrigos improvisados. Relatórios da ONU contabilizaram milhares de mortos apenas nos primeiros meses de 2026, e a violência deixou de ser um problema concentrado na capital: departamentos como Centre, Grand Nord e Artibonite registraram aumentos expressivos de incidentes armados ao longo de 2025 e 2026, à medida que as gangues expandem operações para fora de Porto Príncipe.


Diante desse cenário, o Departamento de Estado dos Estados Unidos e o FCDO do Reino Unido mantêm o Haiti no nível mais alto de suas escalas de alerta de viagem — o equivalente a “não viaje”. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil também recomenda cautela extrema, com orientação de evitar deslocamentos não essenciais ao país. Em outubro de 2025, o Conselho de Segurança da ONU autorizou a formação de uma força internacional de repressão às gangues, com os primeiros contingentes começando a chegar ao país em abril de 2026 — mas o efeito prático dessa força sobre o dia a dia de um visitante ainda é incerto.


O erro que a maioria dos brasileiros comete ao pesquisar viajar para o Haiti

O erro mais comum não é ignorar o risco — é confiar em informação desatualizada. Muitos guias de viagem, inclusive versões antigas deste mesmo tipo de conteúdo, repetem há anos que cidades como Jacmel e Cap-Haïtien são “alternativas seguras” a Porto Príncipe, sugerindo que basta evitar a capital para ter uma experiência tranquila.


Essa ideia está cada vez mais desatualizada. Os próprios relatórios de 2026 mostram que a violência armada está se espalhando para departamentos fora da região metropolitana da capital, incluindo áreas do norte do país — exatamente a região onde fica Cap-Haïtien. Isso não significa que toda cidade do interior esteja em situação idêntica à de Porto Príncipe, mas significa que a antiga regra de ouro “fuja da capital e está tudo bem” não reflete mais a realidade do terreno em 2026.


Na prática, isso significa uma coisa: antes de decidir por qualquer rota ou cidade específica, é indispensável checar a situação atualizada — semana a semana, não o que um blog publicou meses atrás — com fontes como o Itamaraty, o BINUH e organizações humanitárias que atuam no terreno. Nunca planeje o roteiro com base em informação de mais de poucas semanas.




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Arte de rua colorida no Haiti, expressão da cultura haitiana

A arte de rua e a cultura visual haitiana são únicas no Caribe — parte do que torna o país tão marcante para quem o estuda, mesmo à distância.


Documentação e visto para brasileiros que precisam viajar ao Haiti

Na parte burocrática, brasileiros não precisam de visto para entrar no Haiti. O passaporte válido é suficiente, e a entrada é liberada por até 90 dias para fins de turismo. O passaporte precisa ter validade mínima de 6 meses além da data de retorno prevista.


Na chegada, você deverá preencher um cartão de imigração fornecido a bordo do avião. Dependendo da rota, pode haver cobrança de uma taxa de turismo, geralmente paga em dólares americanos em espécie. As regras sobre essa taxa e sobre a operação normal dos aeroportos têm variado com frequência por causa da instabilidade — confirme diretamente com a companhia aérea antes de cada trecho.


Um detalhe que costuma passar despercebido: o cartão de imigração deve ser guardado com cuidado durante toda a estadia, pois é exigido novamente na saída do país. Em um cenário de instabilidade, perder esse documento pode gerar complicações desnecessárias.


📌 Aproveite para ler também: Seguro Viagem Cartão de Crédito: Por que Não Confiar Apenas Nele em 2026


Vacinas obrigatórias e recomendadas para o Haiti

O Haiti é um dos poucos destinos das Américas onde a vacinação contra febre amarela é obrigatória para brasileiros — e não apenas recomendada. O comprovante no Certificado Internacional de Vacinação pode ser exigido tanto no embarque quanto no desembarque. Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência.


Além da febre amarela, recomenda-se fortemente vacinação contra hepatite A, hepatite B, febre tifoide, tétano e difteria. O Haiti tem histórico de surtos de cólera desde o terremoto de 2010, e o colapso parcial de serviços de saúde em 2026 torna ainda mais importante evitar água não engarrafada, gelo de origem desconhecida e alimentos de procedência duvidosa.


Profilaxia para malária também é recomendada para algumas regiões, especialmente áreas rurais. Consulte um médico de viagem com bastante antecedência — e, dado o cenário atual, discuta também um plano de saída de emergência caso a situação se deteriore durante a estadia.


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Como chegar ao Haiti saindo do Brasil

Não existem voos diretos entre o Brasil e o Haiti — toda rota exige ao menos uma conexão. As rotas mais comuns em 2026 passam por Miami, com conexão para Port-au-Prince ou Cap-Haïtien, ou pela República Dominicana, via Santo Domingo. A duração total costuma ficar entre 12 e 20 horas, dependendo do aeroporto de partida e do tempo de conexão.


A rota terrestre pela fronteira com a República Dominicana — via Dajabón-Ouanaminthe, ao norte, ou Malpasse-Fond Parisien, ao sul — tem histórico de fechamentos temporários e de tensões diplomáticas entre os dois países, incluindo períodos de restrição de movimento e deportações em massa de haitianos pelo lado dominicano. Não é uma rota para decidir de improviso; confirme a situação da fronteira nos dias imediatamente anteriores à viagem, não com semanas de antecedência.


O aeroporto principal é o Toussaint Louverture International Airport, em Port-au-Prince — que já teve operações suspensas ou reduzidas em períodos de intensificação da violência nos arredores. No norte, o Cap-Haïtien International Airport tende a operar de forma mais estável, mas isso pode mudar rapidamente conforme a situação de segurança evolui.


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⚠️ Atenção: em um cenário de instabilidade como o do Haiti, contar apenas com a passagem aérea não é suficiente. Um seguro viagem com cobertura de repatriação sanitária e assistência 24h pode ser a diferença entre resolver uma emergência em horas ou ficar sem alternativa nenhuma no meio de uma crise. Proteja sua viagem agora e economize 10% com o código VAMOSVIAJARHOJE10. 👇


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Patrimônio histórico e cultural do Haiti — para quem estuda o país à distância ou viaja em missão

Vale registrar por que o Haiti segue sendo, apesar de tudo, um dos países mais ricos culturalmente das Américas — informação relevante tanto para quem eventualmente viajar em contexto profissional quanto para quem simplesmente quer entender melhor o país.


Litoral do Haiti com palmeiras e mar caribenho, patrimônio natural do país

O litoral haitiano guarda paisagens de rara beleza caribenha — mas o acesso seguro a essas regiões depende inteiramente da evolução da crise de segurança.


Citadelle Laferrière e Sans-Souci — Patrimônio Mundial da UNESCO

A Citadelle Laferrière é a fortaleza mais impressionante das Américas. Construída entre 1805 e 1820 pelo Rei Henri Christophe após a independência haitiana, foi erguida no topo de uma montanha a 970 metros de altitude para defender o Haiti de uma possível invasão francesa que nunca veio. Ao lado, o Palácio Sans-Souci, residência real de Christophe, existe hoje em ruínas grandiosas após um terremoto em 1842. O conjunto foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO em 1982.


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Jacmel — a cidade cultural do sul

Jacmel tem arquitetura colonial francesa preservada, uma cena artística conhecida internacionalmente e um carnaval considerado um dos mais criativos do Caribe, com destaque para a produção local de papier-mâché. Historicamente, Jacmel é citada como uma das regiões com indicadores de violência menores do que a região metropolitana da capital — mas “menor” não é sinônimo de “seguro” no contexto atual, e a situação deve ser reavaliada a cada viagem, não assumida como fixa.


Cap-Haïtien — a cidade histórica do norte

Cap-Haïtien foi a capital colonial da ilha sob domínio francês e guarda um centro histórico do século XVIII. É o ponto de partida tradicional para a Citadelle e para as praias do litoral norte, incluindo Labadee, enclave usado por cruzeiros internacionais. Como já mencionado, departamentos do norte do país registraram aumento expressivo de incidentes de violência armada em 2025 e 2026 — o que reforça a importância de checar informação atualizada antes de qualquer deslocamento para essa região.




Quanto custa viajar para o Haiti em 2026

O custo local no Haiti é relativamente baixo para os padrões caribenhos, mas a viagem como um todo tende a ficar mais cara do que outros destinos da região por causa das conexões aéreas e da necessidade de estruturas de segurança adicionais, quando aplicável. Valores de referência:


ItemCusto médio (2026)Observação
Passagem Brasil–Haiti (ida e volta)R$ 3.800 – R$ 7.500Sempre com conexão; Miami ou Santo Domingo
Hospedagem (diária)US$ 40 – US$ 150Guesthouses locais a estruturas com segurança privada
Refeição local (restaurante simples)US$ 5 – US$ 15Griot, riz et pois, banane pesée
Transporte com motorista particularUS$ 60 – US$ 120/diaRecomendado sobre transporte coletivo em qualquer cenário
Seguro viagem (7 dias, cobertura ampliada)R$ 150 – R$ 350Indispensável; verifique cláusulas de distúrbio civil

Um roteiro de 7 dias, com hospedagem de padrão médio e motorista particular, pode custar entre R$ 5.500 e R$ 10.000 por pessoa, além da passagem aérea. Optar por guesthouses locais e transporte coletivo reduz o custo, mas eleva o nível de exposição a risco — uma equação que, no cenário atual, deveria pesar fortemente a favor da prudência.


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Moeda, câmbio e como levar dinheiro para o Haiti

A moeda oficial é o Gourde Haitiano (HTG), mas o dólar americano circula livremente e é aceito na maioria dos estabelecimentos voltados a visitantes. Leve notas de dólar em espécie, preferencialmente pequenas (US$ 1, US$ 5 e US$ 10). Notas velhas, rasgadas ou marcadas podem ser recusadas.


Caixas eletrônicos existem em Port-au-Prince e Cap-Haïtien, mas o funcionamento é irregular e pode ser interrompido sem aviso em períodos de tensão. Não dependa de saque em ATM como estratégia principal — leve dólares em espécie do Brasil e distribua o dinheiro em locais separados.




📱 Conectado desde o momento do pouso


A conectividade no Haiti é limitada e irregular, e ter internet funcionando assim que você desembarca é ainda mais importante em um cenário de instabilidade — para navegação, contato com redes de apoio e acompanhamento em tempo real de alertas de segurança. Com um eSIM internacional, você ativa a conexão antes mesmo de embarcar no Brasil.


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Seguro viagem para o Haiti: por que é absolutamente indispensável

Se em qualquer viagem internacional o seguro viagem é importante, no Haiti ele é inegociável. O sistema de saúde local está sob pressão extrema, e organizações como Médicos Sem Fronteiras já precisaram suspender ou evacuar temporariamente atividades em hospitais da capital por causa da violência ao redor das instalações. Uma emergência médica sem seguro pode exigir evacuação aérea para a República Dominicana, os Estados Unidos ou o Brasil — com custo que facilmente ultrapassa dezenas de milhares de dólares.


Além da cobertura médica, o seguro viagem para o Haiti precisa ter cobertura robusta de repatriação sanitária e traslado médico. Verifique também a cobertura para distúrbios civis: vários planos têm cláusulas que excluem eventos ligados a instabilidade política ou conflito armado — no caso do Haiti, isso é tão importante quanto a cobertura médica em si. Leia o contrato com atenção antes de contratar.


Vista aérea do litoral do Haiti com vegetação tropical

Uma emergência médica longe dos centros urbanos do Haiti normalmente exige evacuação — e só um seguro com cobertura adequada garante esse suporte.


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Gastronomia haitiana

A cozinha haitiana é uma das mais ricas e menos conhecidas do Caribe, com influências africanas, francesas e indígenas taínas. O prato nacional é o griot — pedaços de porco marinados em suco de laranja azeda, especiarias e pimenta scotch bonnet, fritos até ficarem crocantes por fora e macios por dentro. Costuma ser servido com riz et pois (arroz com feijão), banane pesée (banana verde frita e amassada) e pikliz (conserva de repolho e pimenta).


Outros pratos de destaque: joumou (sopa de abóbora com carne, símbolo da independência haitiana), tasso cabrit (cabra seca e temperada), akra (bolinhos fritos de malanga) e diri ak djon djon (arroz preto feito com um cogumelo endêmico do norte do país). Para beber, o clairin — destilado artesanal de cana-de-açúcar — é a bebida local por excelência.


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Clima e melhor época, caso a viagem seja viável

O Haiti tem clima tropical, com temperatura média entre 25°C e 34°C ao longo do ano. A estação seca vai de novembro a março, com menos chuvas e mar mais calmo. Entre abril e outubro as chuvas são mais frequentes, com pico entre agosto e outubro — período que coincide com a temporada de furacões no Caribe e que soma mais um fator de risco logístico ao já existente cenário de segurança.


PeríodoClimaIndicação
Novembro – marçoSeco, 25–30°CMelhor época em termos climáticos
Abril – julhoQuente e úmido, chuvas moderadasPrepare-se para chuvas vespertinas
Agosto – outubroTemporada de furacõesEvitar — risco climático somado ao risco de segurança

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Dicas práticas para quem, mesmo assim, precisar viajar ao Haiti

Estas dicas valem para quem viaja em contexto profissional, humanitário ou familiar essencial — não como incentivo a turismo de lazer no cenário atual.


Leve tudo em dólar fracionado. Trocar uma nota de US$ 100 em uma comunidade pequena pode ser impossível. Leve muitas notas de US$ 1, US$ 5 e US$ 10.


O creole haitiano não é o francês. Embora o francês seja idioma oficial ao lado do creole, a população em geral fala creole no dia a dia. Frases básicas como “mèsi” (obrigado) e “bonjou” (bom dia) ajudam na comunicação com os locais.


Nunca se desloque sem rede de apoio local confirmada. Motorista de confiança, hospedagem com segurança e contato local ativo antes do embarque não são mais “recomendações” — são pré-requisitos para qualquer deslocamento no cenário atual.


Fotografar pessoas exige permissão. Os haitianos têm relação histórica complexa com o olhar externo, moldada por décadas de cobertura jornalística focada em tragédias. Sempre peça permissão antes de fotografar pessoas, especialmente crianças.


Não exiba objetos de valor. Celulares caros, câmeras profissionais, relógios e joias devem ser guardados ou usados com discrição, especialmente em Porto Príncipe e em qualquer aglomeração.


Tenha um plano de saída definido antes de embarcar. Em um cenário de instabilidade, saber exatamente como e por onde sair do país em caso de deterioração da situação é tão importante quanto o plano de chegada.


Barcos de pescadores na costa do Haiti, comunidades costeiras haitianas

As comunidades de pescadores haitianas mantêm uma relação íntima com o mar caribenho há séculos — parte da riqueza cultural de um país que atravessa um momento muito difícil.




Conclusão: vale a pena viajar para o Haiti em 2026?

Para a grande maioria dos viajantes brasileiros, a resposta honesta em 2026 é não — pelo menos não como turismo de lazer convencional. O Haiti atravessa uma das crises de segurança mais graves das Américas, com controle de gangues sobre a maior parte da capital, violência em expansão para outras regiões e recomendação de “não viajar” por parte de diversos governos.


Isso não apaga a riqueza histórica, cultural e humana do país — mas significa que, para quase todos os perfis de viajante, o momento certo para conhecer o Haiti presencialmente é outro, quando a situação estiver de fato estabilizada. Para quem precisa viajar mesmo assim, por motivo profissional, humanitário ou familiar, a recomendação é clara: rede de apoio local confirmada, seguro viagem com cobertura de distúrbio civil e repatriação, plano de saída definido e acompanhamento diário — não semanal — da situação de segurança.


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Planejar o roteiro é a parte divertida, mas garantir que nada estrague seu sonho é a parte estratégica. Para a sua viagem em 2026, separei os 3 pilares essenciais que eu utilizo e recomendo para economizar e viajar com total segurança:


🛡️ 1. Seguro Viagem: Sua paz de espírito


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💳 2. Cartão Global: Pare de perder dinheiro no câmbio


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📶 3. Chip Internacional: Conectado desde o pouso


Chegar em um país novo sem GPS, tradutor ou WhatsApp é um pesadelo — e em um cenário de instabilidade, ainda mais arriscado. Com o eSIM, você já sai do avião com internet 4G/5G ativa. Não dependa de Wi-Fi público de aeroporto!


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Perguntas Frequentes sobre Viajar para o Haiti


Brasileiros precisam de visto para entrar no Haiti?
Não. Brasileiros entram no Haiti apenas com passaporte válido, sem necessidade de visto prévio. A estadia permitida para turismo é de até 90 dias. O passaporte precisa ter validade mínima de 6 meses além da data de retorno.


É seguro viajar para o Haiti em 2026?
Não, no sentido convencional de turismo de lazer. Relatórios da ONU e de organizações humanitárias indicam que grupos armados controlam a maior parte de Porto Príncipe e que a violência vem se expandindo para outras regiões do país. Estados Unidos e Reino Unido mantêm o Haiti no nível mais alto de alerta de viagem. Viagens só devem ser consideradas por motivo essencial, com rede de apoio local, segurança privada e acompanhamento diário da situação.


Qual vacina é obrigatória para entrar no Haiti?
A vacina contra febre amarela é obrigatória para brasileiros. O comprovante no Certificado Internacional de Vacinação pode ser exigido no embarque e no desembarque. Tome a vacina com pelo menos 10 dias de antecedência. Recomenda-se também vacinação contra hepatite A, hepatite B, febre tifoide e tétano.


Qual moeda usar no Haiti?
A moeda oficial é o Gourde Haitiano (HTG), mas o dólar americano é amplamente aceito em hotéis, restaurantes e estabelecimentos para visitantes. Leve notas de dólar em espécie, de preferência em pequenas denominações. Caixas eletrônicos existem mas funcionam de forma irregular.


Qual a melhor época para viajar ao Haiti, caso a viagem seja viável?
A estação seca de novembro a março tem menos chuvas e temperaturas mais amenas. Evite agosto a outubro, período da temporada de furacões no Caribe, que soma risco climático ao já existente cenário de segurança.


O seguro viagem é obrigatório para entrar no Haiti?
Não é uma exigência legal de entrada, mas é absolutamente indispensável na prática. O sistema de saúde local está sob pressão extrema, e uma emergência médica sem seguro pode exigir evacuação aérea internacional, com custo que facilmente ultrapassa dezenas de milhares de dólares. Verifique se o plano cobre distúrbios civis, além da cobertura médica padrão.


Qual é o principal ponto turístico do Haiti?
A Citadelle Laferrière, fortaleza construída pelo Rei Henri Christophe após a independência haitiana, é o ponto turístico mais emblemático do país e Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1982. Fica no norte, próxima a Cap-Haïtien — região que, como o restante do país, deve ter a situação de segurança reavaliada antes de qualquer deslocamento.


Posso contratar o seguro depois de já ter embarcado?
Não. O seguro viagem deve ser contratado antes do embarque. Após o início da viagem, a maioria das seguradoras não aceita contratações. Contrate sempre com antecedência, de preferência no mesmo dia em que comprar a passagem.


Posso cancelar o seguro viagem se desistir da viagem?
Sim. A maioria das seguradoras permite cancelamento com reembolso integral dentro do prazo de arrependimento, geralmente 7 dias corridos após a contratação, se a viagem ainda não começou. Depois desse prazo, o cancelamento pode gerar apenas reembolso parcial ou nenhum. Leia as condições gerais da apólice antes de contratar.


Posso estender o seguro viagem se precisar ficar mais tempo no Haiti?
Em geral é possível estender a cobertura, desde que solicitado antes do vencimento da apólice original e enquanto o segurado estiver bem de saúde. Dada a imprevisibilidade da situação no Haiti, contratar um período um pouco maior do que o planejado é mais seguro do que depender de uma extensão de última hora.





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