A Copa do Mundo de 2026 colocou frente a frente dois países que estão entre os mais fascinantes do planeta para se visitar: a Coreia do Sul x República Tcheca é um confronto que vai muito além do futebol. De um lado, uma nação asiática que combina tecnologia de ponta com tradição milenar, templos budistas ao lado de arranha-céus e uma gastronomia que conquistou o mundo. Do outro, uma joia da Europa Central que preserva um dos centros históricos mais bem conservados do continente, com uma cultura cervejeira lendária e um custo de vida que surpreende positivamente. Se você está acompanhando a Copa e ficou curioso sobre esses dois destinos — seja para visitar, morar ou entender melhor o que acontece fora de campo — este guia foi feito para você.
A partida entre Coreia do Sul e República Tcheca desperta o interesse de um público que vai além dos torcedores. São dois países com perfis de viagem completamente diferentes, mas igualmente recompensadores para o viajante brasileiro. A Coreia do Sul exige planejamento específico para quem vem do Brasil — documentação, visto, câmbio e conectividade têm particularidades importantes. A República Tcheca, por ser parte do espaço Schengen, envolve outras questões práticas que todo brasileiro precisa conhecer antes de embarcar, incluindo o ETIAS previsto para o último trimestre de 2026. Neste guia comparativo, você vai encontrar tudo que precisa para planejar uma viagem a qualquer um dos dois países — ou quem sabe os dois no mesmo roteiro.
Seja você torcedor que sonha em conhecer Seul depois de ver a Coreia jogar, ou alguém que se apaixonou por Praga enquanto assistia ao jogo, este é o seu ponto de partida. Vamos comparar destinos, custos, documentação, segurança e experiências para que você saia daqui com um plano real na cabeça.


Dois destinos incríveis, uma Copa histórica: Coreia do Sul e República Tcheca na Copa 2026 — descubra qual combina mais com o seu perfil de viajante.
O que você vai aprender neste guia
- Diferenças práticas entre viajar para a Coreia do Sul e para a República Tcheca
- Documentação e visto necessários para brasileiros em cada país
- Quanto custa viajar para cada destino em 2026
- O que não pode deixar de ver em Seul e em Praga
- Segurança, conectividade e dicas locais para cada país
- Roteiro sugerido de 7 a 10 dias em cada destino
- Como economizar no câmbio e na comunicação nos dois países
- Seguro viagem: regras, obrigatoriedade e o que cobrir em cada destino
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Coreia do Sul x República Tcheca: dois mundos, dois perfis de viajante
Antes de mergulhar nos detalhes práticos, vale entender o que diferencia fundamentalmente esses dois destinos para um brasileiro. A Coreia do Sul é uma das experiências mais imersivas que existe: você não vai apenas visitar um país, vai entrar em uma cultura com lógica própria — hierarquia social, gastronomia intensa, K-pop nas ruas, BBQ às 2h da manhã e um sistema de transporte que envergonha capitais europeias. A eficiência coreana é quase desumanamente boa.
A República Tcheca — e em especial Praga — é outro tipo de impacto. É a sensação de caminhar por um cenário de filme medieval que ainda funciona como cidade real. O centro histórico de Praga é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1992 e é considerado um dos mais preservados da Europa. Uma diferença importante: na República Tcheca, você está no espaço Schengen, o que traz implicações documentais relevantes para brasileiros que precisam do ETIAS (previsão de implementação no último trimestre de 2026, taxa de €20, validade de 3 anos).


Seul combina modernidade extrema com natureza preservada — os montes ao redor da cidade são partes integrantes da experiência urbana coreana.
📌 Aproveite para ler também: Trabalhar na República Tcheca em 2026: Guia Completo para Brasileiros
Documentação e visto: o que o brasileiro precisa para cada destino
Visto para a Coreia do Sul
Em 2026, brasileiros podem entrar na Coreia do Sul sem visto para estadias de até 90 dias em fins turísticos — o acordo de isenção entre Brasil e Coreia está vigente. Porém, existem algumas exigências práticas que muitos viajantes ignoram e acabam tendo problemas na imigração.
Você vai precisar de passaporte válido por pelo menos 6 meses além da data de retorno, comprovante de passagem de volta, comprovante de hospedagem e, em alguns casos, comprovante de meios financeiros suficientes para a estadia. A imigração coreana é criteriosa — chegue organizado, com impressos ou digitais de tudo em mãos.
Um detalhe importante que poucos mencionam: ao preencher o cartão de entrada no avião, informe o endereço completo do hotel ou Airbnb onde vai ficar. Deixar em branco ou colocar informações vagas pode gerar questionamentos na imigração — especialmente em Incheon, o aeroporto de Seul, que é um dos mais movimentados do mundo.
Visto para a República Tcheca
A República Tcheca faz parte do espaço Schengen, portanto o acesso para brasileiros também segue a regra de isenção de visto por até 90 dias em período de 180 dias. No entanto, o ETIAS (European Travel Information and Authorisation System) está previsto para entrar em operação no último trimestre de 2026 — e quando isso acontecer, todo brasileiro precisará solicitar essa autorização eletrônica antes de embarcar para qualquer país Schengen, incluindo a República Tcheca. O custo é de €20 e a validade é de 3 anos.
Atenção: documentos emitidos no Brasil que precisam ser apresentados no exterior (comprovante de estado civil, diplomas, certidões) devem ser apostilados antes de traduzidos. Nunca faça o inverso — o apostilamento no documento original é o procedimento correto.
Também é importante mencionar o EES biométrico — o sistema de Entrada/Saída da União Europeia, operacional desde outubro de 2025. Ao entrar na República Tcheca, suas biometrias (foto facial e impressão digital) serão registradas na fronteira. É obrigatório para todos os não-cidadãos da UE e faz parte de um controle mais rigoroso das entradas no bloco.
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Quanto custa viajar: Coreia do Sul vs República Tcheca em 2026
Esta é uma das comparações mais interessantes entre os dois destinos. Superficialmente, a Coreia do Sul parece mais cara — e em alguns aspectos é. Mas a equação muda quando você analisa o que cada won ou koruna entrega na prática.
| Categoria | Coreia do Sul (Seul) | República Tcheca (Praga) |
|---|---|---|
| Hostel/quarto compartilhado | R$ 100–180/noite | R$ 80–150/noite |
| Hotel intermediário (quarto duplo) | R$ 350–600/noite | R$ 280–500/noite |
| Refeição local simples | R$ 25–60 | R$ 30–70 |
| Refeição em restaurante médio | R$ 80–160 | R$ 90–180 |
| Transporte público (viagem) | R$ 5–8 | R$ 6–10 |
| Cerveja local (bar) | R$ 20–35 | R$ 12–22 |
| Orçamento diário mochileiro | R$ 350–500 | R$ 300–450 |
| Orçamento diário conforto | R$ 700–1.200 | R$ 600–1.100 |
Uma vantagem clara da Coreia do Sul está no transporte urbano: o metrô de Seul é imbatível em eficiência, cobertura e preço. Com o cartão T-Money (recarregável, disponível em qualquer conveniência), você circula por toda a cidade e ainda usa em lojas e táxis. Praga também tem transporte público excelente — metrô, bonde e ônibus — com um passe diário que sai por cerca de €3,50 em 2026.
📌 Aproveite para ler também: Comparar Seguro de Viagem: As 7 Melhores Seguradoras para Europa em 2026
Câmbio e dinheiro: como pagar nos dois países
Este ponto faz uma diferença enorme no bolso do viajante brasileiro — e na Coreia do Sul especialmente, a forma como você paga influencia diretamente o quanto você gasta.
Na Coreia do Sul, a moeda é o Won coreano (KRW). Cartões de crédito brasileiros comuns são aceitos nos grandes estabelecimentos, mas com IOF de 4,38% e uma taxa de câmbio desfavorável embutida. O cenário ideal é usar um cartão internacional como a Wise, que converte pelo câmbio comercial real e cobra apenas 1,1% de IOF. Além disso, em mercados locais, pojangmachas (barracas de rua) e transporte, o dinheiro físico ainda reina — então levar won em espécie é importante.
Na República Tcheca, a moeda é a Coroa Tcheca (CZK) — atenção: a República Tcheca não usa o Euro, apesar de ser membro da UE. Muitas lojas no centro turístico de Praga aceitam euros, mas sempre com câmbio desfavorável. Use CZK sempre que possível. Para sacar, prefira caixas de banco (Komerční banka, Česká spořitelna) em vez das casas de câmbio do centro histórico, que praticam taxas abusivas com anúncios enganosos de “zero comissão”.
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Seja no won coreano ou na coroa tcheca, pagar com cartão de crédito brasileiro convencional vai custar muito mais do que deveria. A Wise converte pelo câmbio comercial real nas duas moedas, sem as taxas escondidas dos bancos tradicionais. É gratuita para abrir e você já pode usar antes de embarcar.
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A Ponte Carlos, em Praga, é um dos pontos mais fotografados da Europa — e um dos poucos que ainda entrega tudo que as fotos prometem, especialmente no amanhecer.
O que ver e fazer: roteiro de 7 dias em cada destino
Roteiro de 7 dias na Coreia do Sul
Dias 1 e 2 — Seul histórica: Comece pelo Palácio Gyeongbokgung, o maior dos palácios da Dinastia Joseon — chegue cedo para ver a cerimônia de troca da guarda (acontece às 10h e às 14h). O bairro de Bukchon Hanok Village fica a 10 minutos a pé e é um dos poucos lugares em Seul onde a arquitetura tradicional survives intacta. À tarde, vá ao mercado de Gwangjang para a experiência gastronômica mais honesta da cidade: bindaetteok (panqueca de feijão), bibimbap e mayak gimbap. À noite, suba ao N Seoul Tower para a vista panorâmica.
Dias 3 e 4 — Seul moderna e cultural: Dedique um dia ao bairro de Hongdae (juventude, arte de rua, K-pop ao vivo nas calçadas) e outro a Gangnam — que vai muito além da música que você conhece. O COEX Mall tem uma das livrarias mais instagramáveis do mundo, a Starfield Library. À noite, o distrito de Itaewon oferece a cena gastronômica mais internacional de Seul.
Dia 5 — Excursão a Suwon: A apenas 1 hora de trem, a Fortaleza Hwaseong de Suwon é Patrimônio da UNESCO e tem uma das caminhadas mais recompensadoras da região de Seul. O centro histórico tem restaurantes de galbi (costela bovina grelhada) que são considerados alguns dos melhores do país.
Dias 6 e 7 — Jeju ou Busan: Para quem tem mais dias, Jeju é a ilha vulcânica que os sul-coreanos amam de paixão. Para quem prefere uma cidade, Busan é a segunda maior do país, com praias, mercado de frutos do mar e uma arquitetura de morros coloridos que lembra o Pelourinho — literalmente, as escadas do bairro Gamcheon foram comparadas às de Salvador.
Roteiro de 7 dias na República Tcheca
Dias 1, 2 e 3 — Praga em profundidade: Praga exige pelo menos três dias para não parecer superficial. Comece pela Cidade Velha (Staré Město) e a Praça da Cidade Velha com o Relógio Astronômico — chegue alguns minutos antes de uma hora cheia para ver o show mecânico. A Ponte Carlos (Karlův most) deve ser visitada de manhã cedo, antes das 8h, quando ainda é possível cruzá-la com tranquilidade. O Castelo de Praga (Pražský hrad) é o maior complexo de castelo do mundo por área — reserve meio dia inteiro.
Dia 4 — Bairros autênticos de Praga: Vinohrady e Žižkov são bairros onde os tchecos de verdade vivem — sem a multidão do centro turístico. O cemitério de Olšany, com centenas de esculturas funerárias do século 19, é uma visita que nenhum guia recomenda e que pouquíssimos turistas fazem — é silencioso, enorme e genuinamente impressionante.
Dias 5 e 6 — Ceský Krumlov e Kutná Hora: Dois dias perfeitos para saídas de Praga. Český Krumlov é considerada a cidade mais bonita da República Tcheca — um castelo medieval sobre o rio Vltava, a 3 horas de ônibus. Kutná Hora tem a famosa Ossuary de Sedlec (a “Igreja dos Ossos”), decorada com ossos humanos de mais de 40 mil pessoas — macabro e fascinante. Fica a apenas 1 hora de trem.
Dia 7 — Olomouc: Uma das cidades mais subestimadas da Europa Central. Segunda maior área histórica protegida da República Tcheca, com fontes barrocas e uma praça enorme praticamente sem turistas. É o antídoto perfeito para quem está cansado do fluxo de Praga.
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Gastronomia: o duelo mais saboroso da Copa
Se existe um confronto em que nenhum dos dois países perde, é o gastronômico. A culinária coreana e a tcheca são radicalmente diferentes entre si — e as duas são incríveis por razões distintas.
Coreia do Sul: a cozinha coreana é construída sobre fermentação, intensidade e comunidade. O kimchi — repolho fermentado com pasta de pimenta — acompanha absolutamente tudo. O Korean BBQ (bulgogi, galbi) é uma experiência social: você grella a carne na própria mesa, envolve em folha de alface com pasta de soja e come com a mão. O bibimbap é o prato mais acessível e equilibrado — arroz com legumes, ovo e gochujang. Um detalhe que surpreende: na maioria dos restaurantes coreanos, as guarnições (banchan) são de graça e reabastecidas sem custo extra. Peça mais sem cerimônia.
República Tcheca: a cozinha tcheca é confortável, robusta e honesta. O svíčková — alcatra bovina marinada servida com creme de raiz de salsa, bolinhos e geleia de cranberry — é o prato nacional mais amado. O vepřo knedlo zelo (joelho de porco com chucrute e bolinhos) é o prato que os tchecos comem em família aos domingos há séculos. E a cerveja: a República Tcheca tem o maior consumo per capita de cerveja do mundo, e a Pilsner Urquell, produzida em Plzeň desde 1842, é a origem de praticamente toda cerveja pilsner do planeta. Uma Pilsner tirada diretamente de um barril de madeira em Plzeň é uma das experiências mais subestimadas da Europa.


O Korean BBQ é muito mais que uma refeição — é um ritual social que une grupos inteiros em torno da grelha. Imperdível para qualquer viajante na Coreia do Sul.
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Conectividade: como ter internet nos dois países
Ficar sem internet em viagem é, em 2026, um risco desnecessário. Os dois países têm infraestrutura excelente — mas a estratégia para se conectar é diferente em cada um.
Coreia do Sul tem uma das melhores infraestruturas de internet móvel do mundo — 5G está disponível em praticamente todas as cidades. O aeroporto de Incheon oferece Wi-Fi gratuito e de qualidade, mas depender exclusivamente disso é um erro. A solução mais prática para turistas é um eSIM pré-configurado — você ativa antes de embarcar e já chega conectado. Outra opção é alugar um pocket Wi-Fi no próprio aeroporto (há máquinas de aluguel e devolução), mas o eSIM é mais cômodo e geralmente mais barato.
República Tcheca tem cobertura 4G/LTE sólida em todo o país e 5G já em expansão nas principais cidades. O roaming europeu não funciona para brasileiros (é benefício apenas para cidadãos da UE), então você precisa de uma solução própria. O eSIM é a opção mais prática: você já chega conectado em Praga, pode usar GPS no carro de aluguel para Český Krumlov e não fica refém do Wi-Fi de hotéis.
📱 Conectado na Coreia do Sul e na República Tcheca desde o momento do pouso
Sem internet você não tem GPS, não acessa o metrô de Seul em tempo real, não traduz menus tchecos e não manda foto do castelo para a família. O eSIM da America Chip funciona nos dois países, é configurado em minutos e você recebe em casa antes de embarcar.
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Segurança: o que todo brasileiro precisa saber sobre cada destino
Esta é possivelmente a maior diferença entre os dois destinos — e ela vai surpreender pela positiva quem não conhece a Coreia do Sul.
Coreia do Sul é consistentemente apontada como um dos países mais seguros do mundo para turistas. Praticar turismo noturno em Seul — e a cidade foi feita para isso, com bares e restaurantes funcionando até as 4h ou mais — é tranquilo mesmo para mulheres viajando sozinhas. A taxa de crimes violentos é uma das mais baixas da Ásia. Câmeras de segurança cobrem praticamente toda a área urbana. O maior risco do viajante na Coreia do Sul costuma ser gastronômico: comer demais.
Um ponto que pouca gente menciona: a proximidade com a Coreia do Norte é algo que os turistas às vezes perguntam com preocupação. Na prática, não interfere em absolutamente nada na experiência turística. Seul fica a 50km da fronteira e a vida normal segue como em qualquer grande metrópole. Existe inclusive um tour organizado ao Observatório de Dorasan, perto da fronteira, que é uma das atrações mais procuradas.
República Tcheca é também um destino seguro para turistas. O risco principal em Praga é o de furto de bolsas e carteiras em áreas muito movimentadas — especialmente no entorno da Ponte Carlos e no Mercado de Natal da Praça da Cidade Velha. Algumas casas de câmbio no centro turístico praticam taxas enganosas com letreiros de “zero comissão” em destaque e taxas absurdas nas letras menores — nunca troque dinheiro nesses estabelecimentos.


O Palácio Gyeongbokgung é o coração histórico de Seul — chegue antes das 10h para ver a cerimônia de troca da guarda com a roupa hanbok tradicional dos guardas.
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Seguro viagem para a Coreia do Sul e República Tcheca: o que cobrir
Muita gente subestima o seguro viagem quando o destino parece seguro — e é exatamente aí que mora o erro. Segurança no sentido de criminalidade não tem relação com os riscos cobertos pelo seguro: uma torção no tornozelo em Seul, uma intoxicação alimentar em Praga ou uma emergência odontológica em qualquer lugar do mundo podem transformar uma viagem dos sonhos em um pesadelo financeiro sem cobertura.
Para a Coreia do Sul: o país não tem exigência de seguro viagem para entrada de turistas brasileiros, mas os custos de saúde são altos. Uma consulta em hospital particular em Seul pode facilmente custar o equivalente a R$ 800–2.000. Uma internação pode ultrapassar R$ 20.000 por dia. Contrate cobertura de pelo menos US$ 30.000 em despesas médicas — o ideal é US$ 100.000 ou mais para estadias acima de 10 dias.
Para a República Tcheca: como membro do espaço Schengen, o seguro viagem com cobertura mínima de €30.000 em despesas médicas é exigido na documentação para visto Schengen — e mesmo com a isenção de visto, ter o seguro é obrigatório na prática para cobrir situações de emergência. O ETIAS, quando entrar em vigor, não dispensa o seguro — são documentos completamente independentes.
| Cobertura recomendada | Coreia do Sul | República Tcheca |
|---|---|---|
| Despesas médicas mínimas | US$ 100.000 | €30.000 (exigido) |
| Repatriação médica | Obrigatória | Obrigatória |
| Cancelamento de voo | Recomendada | Recomendada |
| Cobertura odontológica | Recomendada | Recomendada |
| Bagagem extraviada | Recomendada | Recomendada |
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Curiosidades que os guias tradicionais não contam
Coreia do Sul — o que a maioria não sabe:
Na Coreia do Sul, o número 4 é considerado azar (por soar como a palavra morte em sino-coreano) — em vários prédios, o andar 4 simplesmente não existe no painel do elevador. Você vai de 3 para F ou para 5. Outra curiosidade: comer enquanto caminha é considerado rude em alguns contextos coreanos tradicionais — em áreas turísticas ninguém vai te repreender, mas é algo que os próprios coreanos raramente fazem. E um fato que vai mudar sua percepção sobre o país: a Coreia do Sul tem uma das taxas de alfabetização mais altas do mundo (acima de 98%), e o hangul — o alfabeto coreano — foi criado especificamente para ser aprendido em dias, não em anos como o chinês. Qualquer turista consegue aprender o suficiente para ler menus e placas em uma tarde.
República Tcheca — o que a maioria não sabe:
Praga tem mais de 4,5 milhões de turistas por ano — e o centro histórico ficou tão saturado que os próprios tchecos raramente o frequentam. A dica dos moradores locais é simples: tire o café da manhã em qualquer café fora do circuito turístico e você vai pagar a metade do preço com o dobro da qualidade. Outro fato surpreendente: a República Tcheca é um dos maiores produtores de cervejas premium do mundo, mas os tchecos bebem majoritariamente cerveja doméstica de baixo custo nos chamados hospodas (botecos de bairro) — é lá que você vai tomar a melhor Pilsner da sua vida por menos de €1,50. E sobre o idioma: o tcheco é considerado um dos idiomas mais difíceis da Europa para falantes de línguas latinas — não se preocupe em aprender, o inglês funciona bem em todas as cidades turísticas.


Os estádios coreanos e a paisagem de inverno compõem um cenário que vai muito além do futebol — uma das experiências visuais mais marcantes do continente asiático.
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Conclusão: qual destino escolher após a Copa?
A verdade é que tanto a Coreia do Sul quanto a República Tcheca entregam muito mais do que a maioria dos brasileiros espera. São dois países que raramente decepcionam viajantes que chegam com curiosidade genuína — e que frequentemente surpreendem positivamente quem foi apenas por causa da Copa.
Se você quer imersão cultural profunda, gastronomia de alto nível, tecnologia surpreendente e uma energia urbana que não existe em nenhum outro lugar, a Coreia do Sul é a escolha. Se você quer história palpável, arquitetura que parece saída de um livro de contos, cervejas incríveis e a eficiência da Europa Central com custo mais acessível, a República Tcheca é imbatível.
E se você tiver tempo — os dois países podem ser combinados em um roteiro de 3 semanas que vai do extremo leste asiático até o coração da Europa. Seul, Busan, Praga, Český Krumlov: uma combinação que poucas pessoas já fizeram e que todos os que fizeram repetem que foi a melhor viagem da vida.
Seja qual for a sua escolha, planeje com antecedência, cuide da documentação, proteja sua viagem com um seguro de qualidade e não esqueça do eSIM — os dois países têm conectividade excelente e você vai querer estar online desde o primeiro segundo.
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Planejar o roteiro é a parte divertida, mas garantir que nada estrague seu sonho é a parte estratégica. Para a sua viagem em 2026 para a Coreia do Sul ou para a República Tcheca, separei os 3 pilares essenciais que eu utilizo e recomendo para economizar e viajar com total segurança:
🛡️ 1. Seguro Viagem: Sua paz de espírito
Imprevistos médicos no exterior podem custar o preço de um carro zero. Seja para um simples mal-estar ou uma emergência séria, o seguro é indispensável em todos os destinos. Dica: Use nosso comparador para encontrar o melhor custo-benefício.
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💳 2. Cartão Global: Pare de perder dinheiro no câmbio
Pagar 4,38% ou mais de IOF no cartão de crédito convencional é erro de amador. Use um cartão internacional digital (como Wise ou Nomad) para pagar a cotação comercial e apenas 1,1% de IOF. É aceito em quase todo o mundo e você economiza muito na conversão.
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📶 3. Chip Internacional: Conectado desde o pouso
Chegar em um país novo sem GPS, tradutor ou WhatsApp é um pesadelo. Com o chip internacional (ou eSIM), você já sai do avião com internet 4G/5G ilimitada. Não dependa de Wi-Fi público de aeroporto!
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Perguntas Frequentes sobre Viajar para a Coreia do Sul e República Tcheca
Brasileiro precisa de visto para entrar na Coreia do Sul?
Não. Em 2026, brasileiros podem entrar na Coreia do Sul sem visto para estadas turísticas de até 90 dias, desde que apresentem passaporte válido, passagem de retorno e comprovante de hospedagem. A imigração coreana é criteriosa, então leve todos os documentos organizados.
Brasileiro precisa de visto para entrar na República Tcheca?
Não, a República Tcheca faz parte do espaço Schengen e brasileiros têm isenção de visto para estadias de até 90 dias. Porém, o ETIAS — autorização eletrônica do espaço Schengen — está previsto para implementação no último trimestre de 2026 com taxa de €20 e validade de 3 anos. Verifique a data de implementação antes de embarcar.
Qual a moeda da República Tcheca? Posso usar euro?
A moeda oficial é a Coroa Tcheca (CZK). A República Tcheca é membro da UE mas não adotou o euro. Muitos estabelecimentos turísticos aceitam euros, mas sempre com câmbio desfavorável. Use CZK para pagar — e prefira saques em caixas de banco a casas de câmbio do centro histórico.
Qual a moeda da Coreia do Sul e como sacar dinheiro?
A moeda é o Won coreano (KRW). Caixas eletrônicos do banco Woori e do KEB Hana Bank aceitam cartões internacionais com mais frequência que outros. O cartão Wise converte pelo câmbio real sem taxas escondidas e é a opção mais econômica para brasileiros.
O seguro viagem é obrigatório para a Coreia do Sul?
Não é exigido na imigração para turistas brasileiros, mas é altamente recomendado. Os custos médicos na Coreia do Sul são elevados — uma consulta simples em hospital particular pode custar o equivalente a R$ 800 ou mais. Contrate no mínimo US$ 30.000 em cobertura médica, idealmente US$ 100.000.
O seguro viagem é obrigatório para a República Tcheca?
Sim. Para quem precisa de visto Schengen, o seguro com cobertura mínima de €30.000 é exigido na documentação. Para brasileiros com isenção de visto, não é tecnicamente exigido na fronteira, mas é fortemente recomendado e pode ser solicitado pela imigração. Contrate antes de embarcar.
Posso contratar o seguro depois de já ter embarcado?
Não. O seguro viagem deve ser contratado antes do embarque — essa é uma regra universal de todas as seguradoras. Após o embarque, a apólice não pode ser iniciada. Contrate com antecedência mínima de 24 horas antes da viagem.
Posso cancelar o seguro viagem se desistir da viagem?
Sim, na maioria dos casos é possível cancelar e receber reembolso integral se a solicitação for feita antes do início da vigência da apólice. Cada seguradora tem suas regras específicas, então verifique as condições no momento da contratação.
Posso estender o seguro viagem se precisar ficar mais tempo no destino?
Sim, a grande maioria das seguradoras permite extensão da apólice, desde que a solicitação seja feita antes do vencimento da cobertura atual e que não tenha havido nenhum sinistro em andamento. Entre em contato com a seguradora com pelo menos 48 horas de antecedência.
Qual o melhor época para visitar a Coreia do Sul?
Primavera (março a maio) e outono (setembro a novembro) são as estações mais recomendadas — clima agradável, paisagens espetaculares com flores de cerejeira ou folhas vermelhas, e menos chuva. O verão (junho a agosto) tem calor e chuva intensa (monção). O inverno é frio mas bonito, especialmente para quem gosta de neve.
Qual o melhor época para visitar a República Tcheca?
Primavera (abril a junho) e início do outono (setembro a outubro) são os momentos ideais — Praga fica linda, o clima é agradável e há menos turistas que no pico de julho e agosto. Dezembro tem o Mercado de Natal, que é uma das experiências mais mágicas da Europa, mas o frio é intenso e o movimento é enorme.
Dá para combinar Coreia do Sul e República Tcheca na mesma viagem?
Sim, mas exige bom planejamento logístico. A rota mais comum é Seul → conexão em algum hub asiático (Tóquio, Singapura ou Hong Kong) → cidade europeia com conexão para Praga. Uma viagem de 21 a 28 dias permite explorar bem os dois países. O custo é mais alto que destinos individuais, mas a experiência é extraordinária.
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