Cerca de 18 mil brasileiros já vivem na Colômbia atualmente, a maioria concentrada em Bogotá e Medellín — e um número surpreendente deles nunca precisou passar pelo processo tradicional do visto de trabalho tipo M. Isso acontece porque a Colômbia trata os cidadãos do Mercosul de um jeito diferente da maioria dos destinos latino-americanos, e entender essa diferença logo no início pode economizar meses de burocracia.
Ainda assim, o visto de trabalho tipo M continua sendo o caminho certo — e às vezes o único disponível — para situações específicas: contratos com empresas colombianas que exigem um vínculo formal imediato, profissionais que preferem não depender da via Mercosul, ou casos em que a autorização de trabalho precisa estar amarrada a um empregador específico. Neste guia, você vai entender exatamente quando usar o visto tipo M, como ele funciona na prática, quais documentos são exigidos e, principalmente, o erro que faz muitos brasileiros perderem tempo e dinheiro nesse processo.
Se você está pesquisando sobre o visto de trabalho para a Colômbia (tipo M) em 2026, este conteúdo foi montado para responder exatamente as perguntas que mais aparecem: qual categoria escolher, quanto custa, quanto tempo demora, e como evitar os deslizes mais comuns nessa jornada. Leia até o final — a seção sobre autorização de trabalho “aberta” versus “fechada” é a que menos aparece em outros guias sobre o tema, e é decisiva para o seu planejamento.


O visto tipo M é a principal porta de entrada formal para quem vai trabalhar legalmente na Colômbia.
O que você vai aprender neste guia:
- O que é o visto tipo M e quando ele é realmente necessário para brasileiros
- Por que o Mercosul muda o jogo para quem é cidadão brasileiro
- O passo a passo completo do processo, do contrato à aprovação
- Documentos exigidos, taxas e prazos reais de processamento em 2026
- Diferença entre autorização de trabalho “aberta” e “fechada” — pouco explicada em outros lugares
- Salários, custo de vida e o erro mais comum entre brasileiros que tentam esse visto
Vale a pena tirar o visto de trabalho tipo M para a Colômbia?
A resposta depende diretamente do seu perfil e da sua situação de contratação. Para a maioria dos brasileiros que planejam trabalhar na Colômbia, o caminho mais simples em 2026 não é o visto tipo M tradicional — é o visto de residente temporária Mercosul, um benefício exclusivo para cidadãos de países membros e associados do bloco, que inclui o Brasil. Esse visto Mercosul permite morar, trabalhar e estudar na Colômbia com autorização de trabalho “aberta”, ou seja, sem vínculo a um único empregador — você pode trabalhar para qualquer empresa, abrir seu próprio negócio ou atuar como autônomo, tudo sob o mesmo documento.
Então por que o visto tipo M continua relevante? Porque existem cenários em que ele é a escolha certa, ou até a única opção viável: candidatos que ainda não completam os requisitos do Mercosul (como comprovação de nacionalidade de forma específica exigida pelo consulado), quem prefere um processo mais rápido vinculado diretamente à oferta de emprego, ou situações em que o empregador colombiano exige formalização imediata via contrato antes mesmo da residência Mercosul ser processada. Além disso, o visto tipo M na categoria Trabalhador segue sendo usado por profissionais de outras nacionalidades que moram no Brasil, mas não têm cidadania brasileira — um detalhe que muitos brasileiros com familiares estrangeiros acabam descobrindo tarde demais.
Na prática, muitos brasileiros escolhem seguir com o visto tipo M mesmo tendo direito ao Mercosul, justamente pela rapidez: como ele está vinculado a um contrato específico e a documentação é mais direta, o processamento tende a ser mais previsível do que a análise mais ampla exigida na modalidade Mercosul, que às vezes envolve mais etapas de verificação.
O erro que a maioria dos brasileiros comete ao tentar o visto de trabalho para a Colômbia
O erro mais comum não é escolher o visto errado — é começar a trabalhar antes da aprovação formal do processo, mesmo já tendo enviado toda a documentação. Muitos brasileiros recebem uma carta de intenção de contratação, combinam informalmente com a empresa colombiana de “começar já e regularizar depois”, e só descobrem o problema quando a Migración Colombia identifica a irregularidade — seja em uma fiscalização de rotina, seja na tentativa de formalizar o contrato de trabalho junto à Previdência colombiana.
As consequências vão além de multas: trabalhar sem visto válido na Colômbia pode resultar em deportação e, em casos mais graves, proibição de reentrada no país por um período determinado — o que inviabiliza qualquer plano futuro de retorno, mesmo turístico. O detalhe pouco falado aqui é que o processo do visto tipo M, quando os documentos estão completos e corretos, costuma ser relativamente rápido — a demora real, na maioria dos casos, está na reunião e legalização da documentação, não na análise do consulado em si.
A forma mais segura de evitar esse erro é simples: nunca aceitar qualquer forma de remuneração — nem mesmo “adiantamentos” ou trabalho remoto para a mesma empresa colombiana — antes de ter o visto formalmente aprovado e o registro migratório (cédula de extranjería) em mãos.
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Como conseguir o visto de trabalho tipo M para a Colômbia
O processo do visto tipo M na categoria Trabalhador segue uma lógica direta, mas cada etapa precisa ser cumprida na ordem certa para não gerar atrasos. Diferente de muitos vistos europeus, a solicitação é feita totalmente online, pelo portal da Cancillería colombiana, sem necessidade de comparecimento presencial ao consulado na maioria dos casos.
O passo a passo típico segue esta sequência:
- 1. Conseguir um contrato de trabalho válido — pode ser a termo indefinido, a termo fixo, prestação de serviços ou contrato de obra, sempre firmado por uma empresa jurídica com domicílio formal na Colômbia.
- 2. Reunir a documentação pessoal — passaporte válido, antecedentes criminais apostilados, comprovante de qualificação profissional quando exigido pela vaga, e fotos no padrão exigido.
- 3. Submeter o pedido pelo portal oficial — o formulário de solicitação é preenchido online, com upload de todos os documentos digitalizados.
- 4. Pagar a taxa consular — o valor de referência para 2026 gira em torno de USD 300 para o visto de trabalho padrão tipo M, mais taxas administrativas conforme o canal de solicitação usado.
- 5. Aguardar a análise — o prazo médio de resposta costuma variar entre 5 e 15 dias úteis quando a documentação está completa, mas pode se estender em períodos de alta demanda.
- 6. Obter a cédula de extranjería — após a entrada na Colômbia com o visto aprovado, é necessário formalizar o registro migratório dentro do prazo de 15 dias úteis, o que oficializa a residência.
Um ponto que gera confusão frequente entre brasileiros: todo documento emitido no Brasil — como o antecedente criminal ou o diploma — precisa ser apostilado antes de traduzido. Fazer o processo na ordem inversa costuma gerar recusa da tradução juramentada ou do próprio documento pelo consulado colombiano, obrigando o candidato a refazer as duas etapas do zero.
Tipos de visto relacionados ao trabalho na Colômbia
Embora o foco deste guia seja o visto tipo M na categoria Trabalhador, entender as demais opções disponíveis ajuda a escolher o caminho certo para o seu caso específico:
| Tipo de visto | Indicado para | Requisito principal | Validade |
|---|---|---|---|
| Tipo M — Trabalhador | Estrangeiros com contrato formal em empresa colombiana | Contrato de trabalho válido registrado na Colômbia | Até 3 anos, renovável |
| Residente Temporário Mercosul | Brasileiros e demais cidadãos do Mercosul | Comprovação de nacionalidade e antecedentes limpos | 2 anos, renovável, com autorização de trabalho aberta |
| Tipo M — Trabalhador Remoto | Quem trabalha remotamente para empresa fora da Colômbia | Renda mínima comprovada de três salários mínimos colombianos | Até 3 anos, renovável |
| Tipo M — Cônjuge/Companheiro | Cônjuge ou parceiro estável de cidadão colombiano | União formalizada e comprovada legalmente | Vinculada à situação do titular |
Uma informação estratégica pouco explorada em outros conteúdos: a Colômbia oferece um visto específico de trabalhador remoto dentro da categoria M — voltado a quem recebe salário de empresa estrangeira mas quer residir formalmente no país. Para esse perfil, não é necessário vínculo com empresa colombiana, apenas comprovação de renda mínima mensal equivalente a três salários mínimos locais.
📌 Aproveite para ler também: Morar na Colômbia em 2026: Guia Completo para Brasileiros
Autorização de trabalho “aberta” vs. “fechada”: o detalhe que poucos explicam
Este é, provavelmente, o ponto mais estratégico de todo o processo — e o que menos aparece em outros guias sobre o visto de trabalho colombiano. A legislação migratória colombiana divide a autorização de trabalho vinculada ao visto em dois tipos: aberta e fechada.
A autorização aberta permite que o titular exerça qualquer atividade legal remunerada no país, sem restrição de empregador. Ela é concedida automaticamente a titulares do visto tipo R (residente), a titulares do visto tipo M que se estabelecem por vínculo com cônjuge colombiano, e — o mais relevante para brasileiros — a beneficiários do acordo de residência temporária Mercosul. Isso significa que, na prática, um brasileiro que opta pela via Mercosul tem mais liberdade profissional do que quem entra pelo visto tipo M tradicional vinculado a um único contrato.
Já a autorização fechada, que é o padrão do visto tipo M — Trabalhador comum, limita a atuação do titular à empresa e à atividade especificamente descritas no processo de aprovação do visto. Isso significa que, se você perder o emprego ou quiser trocar de empregador, a autorização de trabalho perde a validade e um novo processo precisa ser iniciado do zero — não existe transferência automática de vínculo entre empresas dentro do mesmo visto tipo M fechado.
Esse detalhe muda completamente o cálculo de risco de quem está escolhendo entre as duas rotas: para quem já tem uma proposta sólida e de longo prazo, o tipo M fechado costuma ser suficiente. Mas para quem quer mais flexibilidade profissional — ou não tem certeza da estabilidade do primeiro emprego —, vale considerar seriamente o caminho Mercosul, mesmo que o processo inicial seja um pouco mais burocrático.
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Reunir e apostilar a documentação corretamente é o que mais influencia a velocidade do processo.
Como encontrar emprego na Colômbia
O mercado de trabalho colombiano é concentrado majoritariamente em Bogotá, que responde pela maior fatia da atividade econômica formal do país, seguida por Medellín, que se consolidou como polo de tecnologia e inovação na última década. Portais como Computrabajo, LinkedIn e Elempleo.com são os mais usados para vagas formais, mas a rede de contatos pessoais continua sendo decisiva — grande parte das contratações de estrangeiros qualificados acontece por indicação direta, não por candidatura espontânea em portais abertos.
Setores com maior abertura para profissionais estrangeiros incluem tecnologia da informação, marketing digital, ensino de idiomas (especialmente inglês), consultoria empresarial e áreas de comércio exterior — dado o crescimento do relacionamento comercial colombiano com o Brasil e outros países da região. Um detalhe pouco mencionado: empresas colombianas costumam pedir a “hoja de vida”, um currículo mais longo e detalhado do que o modelo brasileiro padrão, geralmente incluindo referências profissionais completas e foto.
📌 Aproveite para ler também: Trabalhar no Peru em 2026: Guia Completo para Brasileiros
Salário mínimo na Colômbia (2026)
O salário mínimo colombiano é reajustado anualmente pelo governo, geralmente no início de janeiro, após negociação entre representantes do governo, empresários e sindicatos. Para 2026, o valor de referência gira em torno de COP 1.480.000 mensais, somado ao auxílio de transporte obrigatório de aproximadamente COP 195.000 para quem ganha até dois salários mínimos — juntos, esses valores equivalem a cerca de R$ 2.100 na cotação média do ano.
Para profissionais estrangeiros qualificados contratados via visto tipo M, os salários costumam ficar bem acima do piso nacional: cargos de nível pleno em tecnologia da informação em Bogotá e Medellín costumam pagar entre COP 5.000.000 e COP 9.000.000 mensais, enquanto posições de gestão em multinacionais podem ultrapassar COP 15.000.000 mensais.
Profissões em demanda na Colômbia
Os perfis profissionais com mais oportunidades reais para brasileiros com visto de trabalho em 2026 incluem:
- Desenvolvedores de software e especialistas em dados
- Profissionais de marketing digital e growth
- Professores de inglês e idiomas estrangeiros
- Especialistas em comércio exterior e logística internacional
- Consultores de negócios e finanças corporativas
- Profissionais de turismo e hospitalidade em cidades como Cartagena e Medellín
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Custo de vida na Colômbia
O custo de vida colombiano varia significativamente entre cidades — Bogotá é a mais cara, seguida de perto por Medellín, enquanto cidades menores como Manizales ou Pereira oferecem um custo consideravelmente mais baixo sem abrir mão de infraestrutura urbana relevante.
| Item | Valor médio mensal em Bogotá/Medellín (2026) |
|---|---|
| Alimentação (supermercado, uma pessoa) | COP 550.000 – 750.000 |
| Transporte público (passe mensal) | COP 130.000 – 150.000 |
| Plano de saúde privado (complementar) | COP 250.000 – 450.000 |
| Lazer e restaurantes (uso moderado) | COP 300.000 – 500.000 |
| Internet + celular | COP 100.000 – 150.000 |
Um ponto que pega muitos brasileiros de surpresa: a variação de preços entre bairros dentro da mesma cidade colombiana é muito maior do que a maioria imagina — o mesmo apartamento pode custar o dobro em Chapinero (Bogotá) comparado a um bairro periférico igualmente seguro, apenas pela proximidade de zonas comerciais e expatriadas.
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A escolha do bairro impacta diretamente o valor do aluguel e a qualidade de vida no dia a dia.
Aluguel na Colômbia
Assim como o custo de vida geral, o aluguel varia bastante conforme a cidade e o bairro escolhido. Bogotá tende a ser a cidade mais cara, especialmente em bairros como Chapinero e Usaquén, populares entre expatriados e profissionais estrangeiros pela segurança e infraestrutura.
| Tipo de imóvel | Faixa de aluguel mensal (2026) |
|---|---|
| Studio em Bogotá (Chapinero/Usaquén) | COP 1.800.000 – 2.500.000 |
| Apartamento de 1 quarto em Medellín (El Poblado) | COP 2.000.000 – 3.200.000 |
| Apartamento de 2 quartos em cidade de menor custo (Manizales, Pereira) | COP 1.400.000 – 2.000.000 |
| Casa/apartamento amplo em bairro residencial padrão médio | COP 2.500.000 – 4.000.000 |
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Saúde na Colômbia
A Colômbia tem um sistema de saúde misto, reconhecido regionalmente pela qualidade, especialmente em Bogotá e Medellín, que concentram hospitais de referência internacional. Titulares de visto de trabalho tipo M com contrato formal têm acesso obrigatório ao sistema de saúde através da contribuição feita pelo próprio empregador, vinculada à EPS (Entidade Promotora de Saúde) escolhida.
Antes da formalização completa do vínculo trabalhista e do acesso ao sistema local, o seguro viagem funciona como a cobertura de transição essencial — especialmente durante o período entre a chegada no país e o início efetivo das contribuições junto à EPS, que pode levar algumas semanas.
Educação na Colômbia
Para brasileiros que levam filhos no processo migratório, a Colômbia oferece uma rede de escolas internacionais relevante, especialmente em Bogotá e Medellín, com currículo bilíngue em inglês ou até trilíngue em alguns colégios. A rede pública também está disponível para filhos de imigrantes regularizados, mas o idioma de ensino é o espanhol, o que exige adaptação nos primeiros meses.
Segurança na Colômbia
A segurança na Colômbia melhorou consideravelmente nas últimas décadas, especialmente nas áreas centrais e bairros de classe média de Bogotá e Medellín, mas ainda exige atenção real — a Colômbia é classificada como risco médio nos principais mapas globais de segurança em 2026, categoria similar à de outros países da região. Escolher bem o bairro de moradia é uma das decisões mais importantes para quem se muda para trabalhar no país, já que a diferença de segurança entre zonas próximas pode ser significativa.
Abrir conta bancária na Colômbia
Abrir conta em banco colombiano geralmente exige a cédula de extranjería já emitida, comprovante de residência e, em muitos casos, o contrato de trabalho formalizado. Esse processo costuma levar algumas semanas após a chegada — período em que ter uma conta internacional digital aberta ainda no Brasil facilita bastante o dia a dia, permitindo receber valores e pagar despesas iniciais sem depender do sistema bancário local ainda não regularizado.
Internet no celular: chip local vs. eSIM
As operadoras colombianas (Claro, Movistar e Tigo) têm boa cobertura nas principais cidades, e um chip físico pode ser comprado facilmente ao chegar. Mesmo assim, para quem precisa estar conectado imediatamente para entrevistas de emprego, confirmação de documentos e comunicação com o novo empregador, um eSIM internacional ativado antes do embarque evita a fila e a burocracia de comprar chip físico logo na chegada.
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Bogotá e Medellín seguem como os principais destinos de brasileiros com visto de trabalho aprovado.
📌 Aproveite para ler também: Morar na Bolívia em 2026: Guia Completo para Brasileiros
Conta Internacional: Nomad
Um dos pontos mais subestimados por quem está no meio do processo do visto tipo M é a movimentação financeira entre o Brasil e a Colômbia durante a fase de transição. Antes de receber o primeiro salário formal em pesos colombianos e conseguir abrir conta em banco local, é comum precisar pagar taxas consulares, passagem, hospedagem e despesas iniciais diretamente do Brasil.
Usar cartão de crédito internacional convencional nessa fase costuma significar pagar 4,38% ou mais de IOF, além de uma cotação de câmbio pouco favorável. Uma conta internacional digital, como a Nomad, permite pagar direto na cotação comercial, com IOF reduzido a apenas 1,1%, além de facilitar o recebimento do salário assim que o contrato de trabalho é formalizado na Colômbia.
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Seguro Viagem para o processo do visto de trabalho
Uma consulta simples em uma clínica particular em Bogotá ou Medellín, sem cobertura de saúde, pode custar o equivalente a várias diárias de hotel — e isso antes mesmo de considerar qualquer emergência real. É por isso que o seguro viagem funciona como a rede de proteção essencial nos primeiros meses do processo do visto de trabalho tipo M, cobrindo o período entre a chegada no país e o início efetivo do vínculo com a EPS através do contrato formal.
Em muitos casos, o seguro viagem também é solicitado como parte da documentação complementar do processo de visto, especialmente para quem entra no país antes da aprovação final da autorização de trabalho.
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Com o visto certo e a documentação em ordem, trabalhar legalmente na Colômbia deixa de ser um processo incerto.
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Conclusão
O visto de trabalho tipo M para a Colômbia é, na maioria dos casos, um processo mais rápido e previsível do que os equivalentes europeus — mas isso não significa que ele deva ser tratado com menos cuidado. Entender a diferença entre autorização aberta e fechada, escolher corretamente entre o tipo M e o caminho Mercosul, e nunca começar a trabalhar antes da aprovação formal são as decisões que realmente separam um processo tranquilo de um cheio de imprevistos.
Para brasileiros com contrato de trabalho sólido e documentação organizada desde o início, a Colômbia oferece um caminho de imigração comparativamente mais simples do que a maioria dos destinos fora da América do Sul — com custo de vida competitivo, mercado de trabalho em crescimento nas áreas de tecnologia e serviços, e cidades como Bogotá e Medellín que já recebem uma comunidade brasileira consolidada.
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Perguntas Frequentes sobre o visto de trabalho para a Colômbia (Tipo M)
1. Preciso de visto para morar na Colômbia?
Sim. Brasileiros podem entrar na Colômbia sem visto para estadias turísticas de até 90 dias, prorrogáveis por mais 90, totalizando até 180 dias por ano civil. Para trabalhar formalmente ou permanecer além desse período com esse fim, é necessário um visto adequado, como o tipo M ou o visto de residente temporária Mercosul.
2. Quanto custa para viver na Colômbia por mês?
Considerando aluguel, alimentação, transporte, saúde complementar e lazer, um orçamento realista para uma pessoa em Bogotá ou Medellín fica entre COP 3.500.000 e COP 6.000.000 mensais em 2026, dependendo do bairro e do padrão de vida escolhido.
3. Posso abrir conta bancária antes de chegar na Colômbia?
Não é possível abrir conta em banco colombiano estando ainda no Brasil, já que a maioria exige a cédula de extranjería e comprovante de residência local. Por isso, muitos brasileiros usam uma conta internacional digital, como a Nomad, para movimentar dinheiro durante o período de transição.
4. Qual a diferença entre o visto tipo M e o visto de residente Mercosul?
O visto tipo M costuma estar vinculado a um contrato de trabalho específico, com autorização de trabalho “fechada” na maioria dos casos. Já o visto de residente Mercosul, exclusivo para cidadãos de países do bloco como o Brasil, concede autorização de trabalho “aberta”, permitindo atuar para qualquer empregador ou como autônomo.
5. Posso começar a trabalhar antes da aprovação do visto?
Não. Trabalhar sem visto válido na Colômbia é irregular e pode resultar em deportação e proibição de reentrada no país. É essencial aguardar a aprovação formal e a emissão da cédula de extranjería antes de iniciar qualquer atividade remunerada.
6. Quanto tempo demora o processo do visto tipo M?
Quando a documentação está completa e correta, o prazo médio de análise costuma variar entre 5 e 15 dias úteis. A maior parte do tempo total do processo geralmente é gasta reunindo e apostilando os documentos no Brasil, não na análise consular em si.
7. Posso contratar o seguro viagem depois de já ter embarcado?
Em geral, não. A grande maioria das seguradoras exige que a contratação seja feita antes do embarque, ainda no Brasil, para que a cobertura seja válida durante toda a viagem e o período de transição na Colômbia.
8. Posso cancelar o seguro viagem se desistir da viagem?
Sim, a maioria das seguradoras permite o cancelamento antes da data de início da vigência, com reembolso conforme as condições contratuais específicas de cada apólice.
9. Posso estender o seguro viagem se precisar ficar mais tempo no destino?
Sim, é possível solicitar extensão do seguro viagem antes do vencimento da apólice original, o que é útil caso o processo de formalização do visto de trabalho se prolongue além do previsto inicialmente.
10. Vale a pena tirar o visto tipo M sendo brasileiro, já que existe o Mercosul?
Depende do seu caso. Para quem tem uma proposta de emprego concreta e prefere um processo mais direto vinculado ao contrato, o tipo M pode ser mais rápido. Para quem valoriza flexibilidade profissional e não quer ficar preso a um único empregador, o visto de residente Mercosul, com autorização de trabalho aberta, costuma ser a escolha mais estratégica no longo prazo.
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