Eram 5h40 da manhã em Águas Calientes, o ar cheirava a chuva fina e café fraco, e a fila do ônibus para Machu Picchu já dobrava a esquina. Foi ali, com uma capa de chuva comprada por S/ 10 de uma senhora na calçada, que eu entendi de vez: um bom roteiro para o Peru de 5, 7 ou 10 dias depende muito mais de logística do que de vontade de ver tudo.
O Peru engana pelo mapa. Lima fica ao nível do mar, Cusco a 3.400 metros e Machu Picchu a 2.430 metros. Entre uma cidade e outra, são 1h25 de voo e um corpo inteiro precisando se adaptar. Quem ignora isso gasta o primeiro dia da viagem deitado, com dor de cabeça.
Passei temporadas no Peru entre uma mudança e outra, quando trabalhava como desenvolvedor freelancer, e voltei ao país mais de uma vez para refazer esses trajetos. Neste guia eu mostro três roteiros que funcionam de verdade, quanto custam em 2026 e onde a maioria dos brasileiros joga dinheiro fora.
Cusco é a base da maioria dos roteiros para o Peru: é aqui que o seu orçamento ganha ou perde fôlego.
O que você vai aprender neste guia
- Como montar o roteiro de 5, 7 e 10 dias para o Peru sem perder dias para a altitude
- O erro de planejamento que mais custa caro aos brasileiros
- Documentos para entrar no país e o que conferir antes de embarcar
- Quanto custa viajar para o Peru em 2026, com tabela por roteiro
- Dia a dia de cada roteiro: Lima, Cusco, Vale Sagrado, Machu Picchu e Lago Titicaca
- O que ninguém conta antes de ir e o que eu faria diferente hoje
⚠️ Em Cusco, vi um turista passar mal na praça às 22h, com falta de ar e lábios arroxeados, e a clínica particular pediu o cartão antes de qualquer exame. Se isso acontecer com você, o seguro resolve em minutos. Use o cupom VAMOSVIAJARHOJE10 e garanta 10% de desconto na sua cotação. 👇
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O erro que a maioria dos brasileiros comete ao montar o roteiro para o Peru
O erro número um é tratar o Peru como "Machu Picchu e mais alguma coisa". O brasileiro compra a passagem, fecha a entrada da cidadela e só depois pensa em hotel, trem e dias de aclimatação. Quando vai olhar, o ingresso do horário que queria acabou, o trem mais barato esgotou e o roteiro vira uma corrida.
O segundo erro, ainda mais caro, é aterrissar em Cusco e subir direto para o Vale Sagrado ou para a Montanha Colorida no mesmo dia. Eu já vi gente perder a entrada de Machu Picchu, que não é reembolsável nem remarcável com facilidade, porque acordou com dor de cabeça e enjoo e não saiu da cama. Dormir uma noite a mais em Cusco, ou descer para o Vale Sagrado (cerca de 2.800 metros) antes de ficar na cidade, é a diferença entre curtir e sofrer.
O terceiro erro é financeiro: levar dólares para trocar em casa de câmbio no aeroporto, ou pagar tudo no cartão comum, com IOF e cotação ruim. Em lugares como o mercado de San Pedro, em Cusco, boa parte dos vendedores prefere dinheiro vivo em soles, então vale ter sempre troco miúdo.
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Antes de qualquer reserva, vale responder com honestidade se o destino combina com o seu perfil e com o seu orçamento. Eu fiz essa conta em outro texto, e ele ajuda a decidir se este é mesmo o momento certo para ir.
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Visto e documentação para viajar ao Peru
Brasileiros não precisam de visto para turismo no Peru. A permanência costuma ser concedida por até 90 dias, e o agente de imigração define o prazo final no carimbo ou no registro eletrônico. Eu sempre confiro o número de dias que ele anota, porque já vi gente sair do aeroporto com menos tempo do que esperava.
O passaporte é a escolha mais segura. O RG em bom estado costuma ser aceito por acordo regional, mas a companhia aérea é quem decide no balcão, e para comprar o ingresso de Machu Picchu você vai precisar informar o número do documento que levará na portaria. Se comprar com um documento e entrar com outro, o problema é seu.
| Item | O que conferir |
|---|---|
| Visto de turismo | Não exigido para brasileiros em 2026 |
| Documento de viagem | Passaporte válido (recomendado) ou RG aceito pela companhia aérea |
| Ingresso de Machu Picchu | Número do passaporte precisa ser o mesmo da compra |
| Vacina contra febre amarela | Recomendada para quem vai à Amazônia peruana; confira as orientações de saúde antes de ir |
| Menores de idade | Autorização de viagem quando não viajam com os dois responsáveis |
Se você precisar de algum documento brasileiro para autorizar menor ou comprovar algo no exterior, lembre de uma regra que me poupou dor de cabeça: apostile ANTES de traduzir. Fazer na ordem inversa é perder dinheiro e tempo.
⚠️ No Peru, um simples "paro" (bloqueio de estrada) pode cancelar um trecho de ônibus e fazer você perder voo de volta, e o prejuízo da hospedagem e do trem não volta no seu bolso. Eu aprendi isso na prática e hoje não viajo sem cobertura. Use o cupom VAMOSVIAJARHOJE10 e garanta 10% de desconto na sua cotação. 👇
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Quanto custa viajar para o Peru em 2026
O Peru ainda é um dos destinos mais baratos da América do Sul, mas o custo dos "pontos obrigatórios" é alto e não tem muito desconto. O ingresso de Machu Picchu fica em torno de S/ 152 a S/ 200 dependendo do circuito (com ou sem montanha), o trem a partir de US$ 60 por trecho e o ônibus de subida em torno de US$ 12 por trecho. Só isso já passa de R$ 1.000 por pessoa.
Nas tabelas abaixo uso como referência 1 sol ≈ R$ 1,50 e valores por pessoa, sem a passagem aérea internacional. Preços mudam, principalmente de trem e voo interno, então trate tudo como estimativa de 2026 e confirme antes de fechar.
Custo total por roteiro (por pessoa)
| Roteiro | Econômico | Conforto |
|---|---|---|
| 5 dias (Cusco + Machu Picchu) | R$ 2.800 a R$ 3.600 | R$ 5.500 a R$ 7.500 |
| 7 dias (Lima + Cusco + Machu Picchu) | R$ 3.800 a R$ 5.000 | R$ 7.500 a R$ 10.000 |
| 10 dias (Lima + Cusco + Titicaca) | R$ 5.300 a R$ 7.000 | R$ 11.000 a R$ 14.500 |
Preços do dia a dia
| Item | Valor aproximado em 2026 |
|---|---|
| Almoço "menú" em restaurante simples | S/ 15 a S/ 25 |
| Ceviche em Lima (restaurante bom) | S/ 40 a S/ 70 |
| Cama em hostel | S/ 50 a S/ 90 |
| Hotel 3 estrelas em Cusco | S/ 200 a S/ 350 a diária |
| Táxi curto na cidade | S/ 8 a S/ 20 |
| Boleto turístico de Cusco | Em torno de S/ 130 (versão geral) |
Quem quer entender o que o peruano ganha para dimensionar esses preços tem uma referência útil: o piso nacional ajuda a perceber por que um almoço de menú custa tão pouco para o brasileiro e tanto para o morador local.
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Um detalhe que só descobri morando fora: os caixas eletrônicos peruanos costumam ter limite de saque baixo por operação (na casa de S/ 400 a S/ 700 em muitos bancos) e ainda cobram tarifa em cada retirada. Sacar três vezes pequenas somas é o caminho mais caro de todos.
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Eu paguei hotel, restaurante e até excursão com cartão internacional em soles, sempre na cotação comercial e sem susto na fatura. Em um país onde os custos "fixos" são altos, economizar nas taxas faz sentido.
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Roteiro de 5 dias no Peru: Cusco e Machu Picchu
Cinco dias é o mínimo viável para ver Machu Picchu sem sofrer. Aqui não tem Lima, tem Cusco, e o foco é aclimatar e subir a cidadela no melhor horário que você conseguir comprar. Eu uso a lógica "primeiro descansa, depois sobe".
Dia 1: chegada a Cusco e aclimatação
Pousar em Cusco é uma experiência sensorial: ar rarefeito, cheiro de eucalipto e uma xícara de chá de coca oferecida na saída do aeroporto. Eu faço o básico: hotel, água, comida leve e nada de álcool. À tarde, só um passeio curto pela Plaza de Armas, devagar, sem pressa.
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Dia 2: Cusco histórica e ruínas ao redor
De manhã, Plaza de Armas, Catedral, Qorikancha e o bairro de San Blas. À tarde, as ruínas ao redor de Cusco: Sacsayhuamán, Q'enqo, Puka Pukara e Tambomachay. Para essas visitas o boleto turístico costuma compensar, desde que você realmente use os sítios incluídos.
Dia 3: Vale Sagrado até Águas Calientes
Saia cedo para Pisac (mercado e terraços), siga para Ollantaytambo e pegue o trem para Águas Calientes no fim da tarde. Dormir lá é o que permite chegar a Machu Picchu cedo, antes dos grupos de ônibus que vêm direto de Cusco.
Dia 4: Machu Picchu e volta a Cusco
Esse é o dia da viagem. Pelo que vigorava em 2026, a entrada é por horário marcado, com circuitos definidos e guia credenciado, e não há reentrada depois que você sai. Confirme as regras no site oficial na hora de comprar.
Machu Picchu logo cedo: menos fila, melhor luz e muito mais calma para as fotos.
Eu escolho o horário mais cedo possível. Às 6h, a cidadela ainda está envolta em neblina, e quando ela abre é um daqueles raros momentos em que a foto de cartão-postal vale a pena. Depois, volto de trem para Cusco no fim da tarde.
Dia 5: manhã livre e partida
Uma manhã de folga na cidade, com compras no mercado de San Pedro e um café sem pressa. Reserve uma folga de no mínimo 3 horas antes do voo, porque o trânsito de Cusco para o aeroporto atrapalha mais do que parece.
Roteiro de 7 dias no Peru: Lima, Cusco e Machu Picchu
Com uma semana, dá para somar Lima ao pacote sem correr. Eu considero esse o roteiro que mais agrada ao viajante de primeira vez, porque equilibra gastronomia, cultura e a grande atração do país. Se você curte roteiros com um fio temático, como o que montei em outro destino, vai gostar da lógica.
📌 Gosta de roteiros organizados por temas e cenários? Veja como eu monto um deles em outro destino: Roteiro Paris Lupin →
Dias 1 e 2: Lima
No dia 1, desembarque, Miraflores e o calçadão do Malecón com vista para o Pacífico. Uma coisa que ninguém avisa: em boa parte do ano, o céu de Lima fica coberto por uma neblina baixa chamada garúa, e a cidade pode ficar cinza por semanas. Não é falta de sorte, é o clima normal.
No dia 2, centro histórico, Convento de San Francisco e, à noite, a gastronomia que faz do Peru uma potência culinária. Almoce ceviche cedo, porque os ceviches tradicionais são pensados para o almoço e muitos lugares fecham no fim da tarde.
Dia 3: voo para Cusco e cidade
Voo cedo de Lima a Cusco, hotel e uma tarde leve. Aqui valem as mesmas regras do roteiro de 5 dias: devagar, água e nada de exagero no primeiro dia.
Dia 4: Vale Sagrado
Pisac, Maras, Moray e Ollantaytambo. Moray, com seus terraços circulares, e as salinas de Maras são das visitas que mais valem o passeio. Sigo de trem até Águas Calientes para a noite.
Dia 5: Machu Picchu
Mesma lógica do roteiro de 5 dias: o horário mais cedo possível, guia credenciado e trem de volta a Cusco no fim do dia.
Dia 6: Montanha Colorida ou Humantay
Para quem tem fôlego, a Montanha Colorida (Vinicunca) chega a 5.000 metros e exige saída de madrugada. Se o seu corpo reclamou na altitude, troque por um dia mais calmo em Cusco. Eu já vi gente forçar o passeio e voltar com dor de cabeça forte.
Dia 7: volta para Lima e partida
Voo de volta e conexão internacional. Sempre deixo uma margem de folga, porque atraso de voo doméstico em Cusco acontece, principalmente de manhã cedo, com neblina.
⚠️ Em 7 dias, eu faço duas viagens aéreas, um trem e ainda a altitude de Cusco, e qualquer atraso gera custo extra de hotel e remarcação. Já precisei refazer um trecho às pressas e entendi o valor da cobertura. Use o cupom VAMOSVIAJARHOJE10 e garanta 10% de desconto na sua cotação. 👇
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Roteiro de 10 dias no Peru: Lima, Cusco e Lago Titicaca
Dez dias permitem somar o Lago Titicaca e respirar entre os trechos. É o roteiro que eu indico a quem quer ver o Peru de verdade, sem transformar a viagem numa maratona. Se você preferir o sul, troque Titicaca por Arequipa e o Cânion do Colca, que também funciona muito bem.
Dias 1 e 2: Lima
Mesmo esquema do roteiro de 7 dias: Miraflores, centro histórico e ceviche no almoço. Em dez dias, dá para somar uma aula de culinária peruana ou uma visita a um mercado local, o que costuma mudar a sua relação com a cidade.
Dias 3 a 6: Cusco, Vale Sagrado e Machu Picchu
Voo para Cusco no dia 3, cidade no dia 4, Vale Sagrado com noite em Águas Calientes no dia 5 e Machu Picchu no dia 6. Com a margem de dez dias, você não precisa comprimir nada, e é por isso que esse roteiro é o mais confortável para o corpo.
Dia 7: Cusco a Puno
O trecho de ônibus turístico leva cerca de 7 a 8 horas com paradas, e vale a pena porque inclui La Raya (4.300 metros), Raqchi e almoço. O voo para Juliaca é uma alternativa mais rápida, de mais ou menos 1 hora, mas deixa você sem a paisagem.
Dia 8: Uros e Taquile
Passeio de barco nas ilhas flutuantes dos Uros e na ilha de Taquile, com vista para o lago mais alto navegável do mundo, a 3.810 metros. Vá com agasalho e protetor solar: o sol em altitude queima em minutos, mesmo com ar frio.
O Lago Titicaca é o final ideal do roteiro de 10 dias: paisagem aberta depois da correria de Cusco.
Dias 9 e 10: volta a Lima e partida
Voo de Juliaca para Lima, última noite em Miraflores e partida no dia seguinte. Eu evito voos internacionais muito cedo no último dia, porque o trânsito até o aeroporto de Lima pode levar de 45 a 90 minutos dependendo do horário.
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O que ninguém te conta antes de ir para o Peru
1. O ingresso de Machu Picchu é o que define o seu roteiro, não o contrário
Todo mundo planeja o roteiro e depois tenta comprar o ingresso. O correto é o inverso: veja a disponibilidade do ingresso e do trem, e só então feche voos e hotéis. Em alta temporada, entre maio e setembro, os melhores horários somem com semanas de antecedência.
2. A altitude não respeita a sua forma física
Já vi maratonista passar mal e idoso tranquilo no mesmo grupo. Não existe previsibilidade. Chá de coca ajuda, mas não substitui descanso, hidratação e comida leve. Se os sintomas piorarem (falta de ar em repouso, confusão, vômito persistente), a solução é descer, e precisar de atendimento no Peru sem seguro é um risco que você não quer correr.
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3. Dinheiro miúdo vale ouro
Táxi, mercado e banheiro público raramente têm troco para nota de S/ 100 ou S/ 200. Eu sempre peguei troco em lojas maiores ou em restaurantes, antes de precisar. É uma daquelas coisas que o guia nunca menciona e que o morador sente na hora.
4. O inverno é seco, mas a noite é gelada
Entre junho e agosto, Cusco tem dias de sol forte e noites que chegam perto de 0 °C. Muita gente chega de bermuda e sofre. Camadas de roupa, e não um casaco enorme, são o que funciona.
Vida prática e dicas locais
Comer bem no Peru custa pouco quando você foge dos restaurantes de ponto turístico.
O melhor custo-benefício que encontrei foi o menú del día: entrada, prato principal e bebida por S/ 15 a S/ 25, em restaurantes frequentados por moradores. Fuja de cardápios em inglês na Plaza de Armas, que costumam custar o dobro.
Para se locomover em Lima, aplicativos de corrida funcionam bem e evitam negociação; em Cusco, combine o preço antes de entrar no táxi. Para sair de Cusco para o Vale Sagrado, as vans coletivas são bem mais baratas do que excursões, mas exigem mais organização.
Se a ideia é ficar mais tempo e até trabalhar no país, algumas cidades se encaixam bem melhor do que outras. Eu detalhei isso em outro guia.
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O sinal de internet é bom em Lima e razoável em Cusco, mas fica instável no Vale Sagrado e em Águas Calientes. Eu baixo mapas offline e deixo ingressos, reservas e documentos salvos no celular antes de sair do hotel.
📱 Conectado no Peru desde o momento do pouso
Na minha primeira viagem perdi 40 minutos procurando um chip no aeroporto, com fila e atendimento em espanhol. Hoje eu resolvo tudo antes, e ainda ganho tempo na chegada, que é quando você mais precisa de GPS e WhatsApp.
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O que eu faria diferente se fosse hoje
Os Andes pedem tempo: quanto menos eu corri, mais eu aproveitei.
Hoje eu reservaria Machu Picchu primeiro, antes de qualquer voo ou hotel. Na primeira vez fiz o contrário e acabei com um horário ruim, no meio do dia, com sol forte e multidão. Quando você compra o ingresso antes, todo o resto se organiza em volta.
Eu também dormiria uma noite a mais no Vale Sagrado antes de subir a Cusco. Descer para 2.800 metros é a forma mais gentil de aclimatar, e eu só entendi isso depois de ver a diferença no corpo de quem fez o caminho invertido.
Gastaria menos tempo em Lima se tivesse só 7 dias, e mais se tivesse 10. Lima é uma cidade que se aprecia com a barriga: sem tempo para boas refeições, ela perde graça. Com tempo, é um dos melhores destinos gastronômicos que conheço.
Por fim, levaria menos coisas e mais dinheiro miúdo. Cada vez que arrastei uma mala grande pelas ruas de pedra de Cusco, me arrependi. Uma mochila média e roupas em camadas resolvem quase tudo.
Perspectiva realista: dificuldades que ninguém conta
O Peru não é uma viagem sem atrito. Vai ter fila, burocracia de ingresso, atraso de voo e, em alguns trechos, estradas bloqueadas por manifestações. Nada disso destrói a viagem, mas exige um roteiro com folga.
Também é preciso ser honesto sobre a pressão turística: Machu Picchu, Águas Calientes e as ruas da Plaza de Armas ficam lotadas na alta temporada, e preços de comida e hotel nessas áreas sobem bastante. Fugir do óbvio, almoçando longe dos pontos turísticos, é o que mantém o orçamento no lugar.
Se a sua dúvida é se esse país pode ser mais do que turismo, ou seja, uma oportunidade de trabalho, precisa ser cuidadoso. As vagas existem, mas o mercado local paga bem menos do que muita gente imagina, e eu falei disso com todos os números em outro texto.
📌 Quer saber como está o mercado de trabalho para brasileiros? Vagas de emprego no Peru para brasileiros →
Conclusão: qual roteiro escolher?
Se você tem 5 dias, vá direto a Cusco e Machu Picchu e aceite que Lima ficará para outra vez. Com 7 dias, some Lima e viaje com mais equilíbrio. Com 10 dias, adicione o Lago Titicaca e faça uma viagem que respira. Em todos os casos, compre o ingresso primeiro e reserve um dia de aclimatação.
Eu não romantizo o Peru: é um país lindo, mas cansativo, com altitude, filas e logística pesada. Ainda assim, é um dos poucos destinos em que eu voltaria sem pensar duas vezes, porque quase tudo que dá errado se resolve com planejamento, e o que dá certo você nunca esquece.
Se ainda está comparando destinos para as próximas férias ou até para uma temporada mais longa, vale ver como eu avaliei dois lugares completamente diferentes, de clima e custo opostos ao do Peru.
📌 Comparando destinos para as próximas viagens? Islândia vs Groenlândia em 2026 →
⚠️ Fechando a conta do meu roteiro: o que você economiza em hotel, trem e passeios pode desaparecer em uma única consulta sem cobertura em Lima ou Cusco. Eu prefiro gastar pouco antes e não precisar pagar caro depois. Use o cupom VAMOSVIAJARHOJE10 e garanta 10% de desconto na sua cotação. 👇
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Antes de fechar a página, uma sugestão prática que eu mesmo sigo: nas próximas 48 horas, defina as datas, verifique a disponibilidade do ingresso de Machu Picchu e só depois compre voos e hotéis. Nessa ordem, o seu roteiro para o Peru deixa de ser uma lista de desejos e vira uma viagem que cabe no bolso e no corpo.
Planejar o roteiro é a parte divertida, mas garantir que nada estrague seu sonho é a parte estratégica. Para a sua viagem em 2026 para o Peru, separei os 3 pilares essenciais que eu utilizo e recomendo para economizar e viajar com total segurança:
🛡️ 1. Seguro Viagem: Sua paz de espírito
Imprevistos médicos no exterior podem custar o preço de um carro zero. Seja para um simples mal-estar ou uma emergência séria, o seguro é indispensável em todos os destinos. Dica: Use o cupom VAMOSVIAJARHOJE10 para garantir 10% de desconto na sua cotação.
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💳 2. Cartão Global: Pare de perder dinheiro no câmbio
Pagar 4,38% ou mais de IOF no cartão de crédito convencional é erro de amador. Use um cartão internacional digital como a Nomad para pagar a cotação comercial e apenas 1,1% de IOF. É aceito em quase todo o mundo e você ainda ganha até US$ 20 de cashback na primeira conversão usando o cupom VVH.
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📶 3. Chip Internacional: Conectado desde o pouso
Chegar em um país novo sem GPS, tradutor ou WhatsApp é um pesadelo. Com o chip internacional (ou eSIM), você já sai do avião com internet 4G/5G ilimitada. Use o cupom VAMOSVIAJARHOJE e garanta 10% de desconto na sua compra.
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Perguntas Frequentes sobre o Roteiro para o Peru
Quantos dias são ideais para um roteiro no Peru?
Cinco dias bastam para Cusco e Machu Picchu, sete somam Lima e dez permitem incluir o Lago Titicaca sem correria. Minha recomendação é 7 a 10 dias para a primeira viagem.
Quanto custa viajar para o Peru em 2026?
Por pessoa, sem a passagem internacional, estimo de R$ 2.800 a R$ 3.600 em 5 dias no modo econômico e de R$ 5.300 a R$ 7.000 em 10 dias. Os valores mudam conforme o trem, os voos internos e a temporada.
Brasileiro precisa de visto para o Peru?
Não. Para turismo, brasileiros não precisam de visto em 2026. O passaporte é o documento mais seguro, e o prazo de permanência é definido na imigração.
Qual a melhor época para ir ao Peru?
De maio a setembro, a estação seca, é a mais estável para Machu Picchu e Cusco, mas também a mais cheia e cara. Entre novembro e março chove bastante nos Andes.
Dá para ir a Machu Picchu em 5 dias?
Dá, desde que você chegue direto a Cusco e reserve o dia de aclimatação. Sem esse descanso, o risco de passar mal e perder o ingresso é real.
Preciso comprar o ingresso de Machu Picchu com antecedência?
Sim. Em alta temporada, os melhores horários e circuitos esgotam com semanas de antecedência. Compre o ingresso antes de voos e hotéis.
Vale a pena contratar seguro viagem para o Peru?
Eu não viajo sem ele. Altitude, trilhas e bloqueios de estrada elevam o risco de imprevistos, e o atendimento em clínica particular exige pagamento imediato.
Posso contratar o seguro depois de já ter embarcado?
Em geral não, porque a maioria das seguradoras exige contratação antes do embarque. Confira as regras da apólice antes de fechar.
Posso cancelar o seguro viagem se desistir da viagem?
Normalmente sim, dentro das regras e prazos da seguradora, e quanto antes você pedir, melhor para o reembolso.
Posso estender o seguro viagem se precisar ficar mais tempo no destino?
Muitas seguradoras permitem extensão, mas é preciso pedir antes de a apólice vencer, e a cobertura pode ter carência. Consulte a seguradora com antecedência.
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